Cientistas conseguiram criar uma bactéria a partir de um código genético artificial, mas o presidente Barack Obama ainda quer um estudo sobre prós e contras da célula sintética. |
Galeria de imagens de clonagem (em inglês)
![]() Fotógrafo: Sebastian Kaulitzki | Agência: Dreamstime.com Criar uma membrana celular funcional tem sido, desde o início , um dos principais desafios para a criação de vida artificial |
A realidade úmida não é a criação de um organismo geneticamente construído ou modificado. É a vida criada inteiramente a partir de partes básicas. Como vimos no artigo sobre vida estranha, porém, os cientistas não têm uma definição rigorosa e padronizada do que é a vida. Mesmo assim, os biólogos têm algumas idéias básicas sobre o que caracterizaria a vida artificial.
Geneticistas americanos conseguem desenvolver um ribossomo, organela celular responsável por produzir as proteínas que executam tarefas essenciais para todas as formas de vida. ![]() |
O desenvolvimento de algumas dessas características representa uma série de desafios para os pesquisadores. Um cientista de Harvard, porém, previu nesse mesmo artigo da AP que, até o início de 2007, grandes avanços seriam feitos na criação de membranas celulares [fonte: Associated Press]. Manter um organismo artificial vivo por mais de alguns minutos ou horas também é um desafio, embora os cientistas possam se concentrar no fortalecimento dos organismos depois que alguns dos obstáculos iniciais forem superados.
Para criar o DNA, alguns cientistas defendem a colocação de nucleotídeos (os componentes do DNA) dentro de um invólucro celular. Os nucleotídeos poderiam ser combinados de maneira a formar o DNA. No entanto, conseguir fazer isso é um desafio, já que pode ser necessário que enzimas agrupem os nucleotídeos, o que quebra a regra de "partes básicas" para a criação de vida artificial.
Na próxima seção, vamos saber o que separa os cientistas da criação da vida artificial. Também vamos avaliar esta pergunta: as formas de vida artificial ficarão fora de controle?