A dobra espacial

A capacidade de manipular o espaço é o conceito mais importante em relação à velocidade da dobra espacial. Se a Enterprise pudesse dobrar o continuum espaço-tempo expandindo a área atrás dela e contraindo a área na frente, a tripulação poderia evitar de chegar à velocidade da luz. Como ela cria seu próprio campo gravitacional, a nave poderia viajar localmente a velocidades bem baixas, evitando, assim, as armadilhas da Terceira Lei de Newton e mantendo os relógios em sincronia com o local de lançamento e de destino. A nave não está realmente viajando a uma "velocidade" por si só - mais parece que está puxando seu destino em direção a ela enquanto empurra de volta seu ponto de partida.

Uma bolha da dobra espacial envolvendo uma espaçonave, que protege a nave e seus tripulantes, conforme o espaço e o tempo mudam.
Uma bolha da dobra espacial envolvendo uma espaçonave, que protege a nave e seus tripulantes, conforme o espaço e o tempo mudam

Como as idéias por trás da Teoria Geral da Relatividade de Einstein são complexas e ainda abertas à interpretação, isso deixa as possibilidades amplamente livres para os escritores de ficção científica. Talvez não saibamos como distorcer o tempo e o espaço com a nossa tecnologia atual, mas uma civilização fictícia do futuro pode ser completamente capaz de inventar um dispositivo com a imaginação correta.

No universo de "Jornada nas Estrelas", a velocidade da dobra espacial está de acordo com o uso da dobra espacial. A dobra espacial é acionada por reações antimatéria à matéria, que são reguladas por uma substância chamada de dilítio. Essa reação cria um plasma altamente energético, conhecido como eletroplasma, um tipo de matéria com seu próprio campo magnético, que reage com as bobinas de dobra da espaçonave. Essas bobinas normalmente são colocadas no que os autores de "Jornada nas Estrelas" chamam de nacele de dobra. O pacote inteiro cria um "campo de dobra" ou uma "bolha de dobra" em volta da Enterprise, permitindo que a nave e sua tripulação fiquem seguras enquanto o espaço age.

Às vezes, entre a primeira série na televisão ("Jornada nas Estrelas: a série original") e a segunda ("Jornada nas Estrelas: a próxima geração"), os escritores decidiram estabelecer um limite para a velocidade da dobra espacial - usando uma escala de Dobra-1 a Dobra-10, a Enterprise não poderia viajar a qualquer lugar a qualquer hora, já que isso deixaria a trama muito fácil. No programa, a Dobra-19 tornou-se uma velocidade máxima impossível, uma infinidade em que a nave estaria em todos os pontos do universo ao mesmo tempo. A Dobra-9.6, de acordo com o manual técnico da "Próxima Geração", é a velocidade alcançável mais alta permitida - está definida a 1.909 vezes a velocidade da luz. Embora haja algumas inconsistências, a lista a seguir mostra as diferentes velocidades no universo de "Jornada nas Estrelas":

Fator da dobra espacial
Número de vezes a velocidade da luz
1 1
2 10
3 39
4 102
5 215
6 392
7 656
8 1.024
9 1.516
9.6 1.909
10 Infinidade

A ciência de "Jornada nas Estrelas"

Conforme a ficção científica avança, "Jornada nas Estrelas" é muito bem considerada por seus fãs por manter a física relativamente plausível. Embora ninguém vá propor uma nave que viaje a uma velocidade da dobra espacial, ninguém nega a possibilidade desse fato. "Jornada nas Estrelas" também focou outros grandes conceitos durante a série, inclusive a noção de viagem no tempo por buracos negros ou buracos de minhoca. Os escritores também tiveram que corrigir vários detalhes, como o fato de que não existe som no espaço. Enquanto George Lucas apresenta rajadas e explosões de laser na série "Guerra nas Estrelas" para manter o tom dramático, "Jornada nas Estrelas" fica um pouco mais próxima da realidade por não incluir nenhum efeito sonoro no espaço.


Na próxima seção, veremos alguns problemas encontrados pelo conceito de velocidade da dobra espacial.