Armamento e história

O Bradley é um veículo formidável: ele tem força bélica, na forma de poderosas metralhadoras e mísseis antitanque. Esse armamento é usado para oferecer fogo de proteção para as tropas que transporta, além de suprimir e destruir tanques inimigos. Tudo isso, combinado com sua velocidade e agilidade, torna o Bradley bem equipado para combater veículos inimigos.


A principal arma do M2 e do M3 é um canhão automático Bushmaster M242 de 25mm (em inglês), com um único cano e um mecanismo duplo e integrado de alimentação, além de seleção remota. O M242 é montado na torre, que é o componente giratório no alto do chassi principal do Bradley. Sua capacidade máxima de fogo é de 200 projéteis por minuto. O M2 carrega 900 projéteis de munição de 25mm (300 prontas para disparar e 600 de reserva), e o M3 carrega 1.500 projéteis.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa Norte-Americano - Centro de Informações Visuais de Defesa
Visão em close do canhão automático de 25mm no alto de um M3 Bradley do Exército norte-americano

Os dois modelos do Bradley também possuem lançadores gêmeos de mísseis guiados BGM-71 TOW antitanque (em inglês) montados no lado esquerdo da torre. TOW é um acrônimo para mísseis Target-sensitive (sensível ao alvo), Optically tracked (rastreado por instrumento óptico) e Wire-guided (guiado por fios). Uma visão óptica é usada para rastrear cada alvo. Depois de disparar o míssil, o lançador transmite dados de vôo para o sistema de orientação do míssil. O míssil pode alcançar qualquer alvo em um raio de 3,75 km. O M2 leva também sete mísseis guiados antitanque BGM-71 TOW; o M3 leva 12 desses.


Foto cedida pelo Exército Norte-Americano
Lateral da caixa que armazena os lança-mísseis (centro) e os quatro lançadores de granadas de fumaça (canto inferior, à esquerda). Um soldado dá segurança do alto da torre, enquanto seus companheiros inspecionam um esconderijo de armas em Ramadi, no Iraque.

Além disso, o Bradley está equipado com uma metralhadora M240 de 7,62mm (em inglês), para a qual o M2 carrega 2.200 projéteis de munição (800 para disparo imediato e 1.400 de reserva). O M3 carrega 4.400 projéteis de munição para a M240.

O Bradley está equipado com dois lançadores de granada de fumaça M257, cada um comportando quatro dessas granadas. Seu uso ocorre durante a batalha, quando liberam fumaça para encobrir o Bradley em caso de observação visual.

História
O desenvolvimento do Bradley vem desde a era pré-Vietnã. Os primeiros planos de um veículo blindado avançado para o transporte de pessoal foram discutidos no começo da década de 60, quando o transporte blindado de pessoal M113 ainda recém ingressava no serviço. O Exército norte-americano reconhecia a importância de enfocar as necessidades do transporte em campo de batalha, fazendo previsões para essas até a década de 80 e além. A busca por um veículo de combate de infantaria mecanizado (MICV, do inglês Mechanized Infantry Combat Vehicle) começou em 1963.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa Norte-Americano - Centro de Informação Visual de Defesa
Transportador Blindado de Pessoal M113

Os estudos para um MICV consumiram muito tempo. O Exército testou e rejeitou o MICV-65 criado pela Pacific Car and Foundry, em 1965. Apenas em 1972 o Exército assinou um contrato com a FMC Corporation para seu projeto de MICV do XM723. Quatro anos depois, o Exército fundiu o programa de MICV com o programa de Veículo blindado de reconhecimento, ao perceber semelhanças nas exigências dos dois. Os veículos resultantes foram o veículo de combate de infantaria XM2 e o veículo de combate de cavalaria XM3, cada um dos quais incorporando o Bushmaster M242 de 25mm, que na época também era desenvolvido.

O veículo de combate Bradley entrou em produção em 1981 e substituiu o M113. O Bradley é considerado mais poderoso e veloz que o M113, e sua suspensão melhorada aumenta a velocidade fora da estrada.

Depois de alguns anos de serviço, a capacidade de sobrevivência e a eficiência em combate do Bradley tornaram-se alvos de preocupação. Em 1985, ele foi submetido a uma série de testes, como parte do Programa Conjunto de Testes de Fogo ao Vivo, durante o qual diversas munições norte-americanas e russas foram usadas para disparo em um Bradley totalmente carregado. Em 1988 foram incorporadas modificações nos modelos M2A2/M3A2, incluindo:

  • nova blindagem composta;
  • melhor armazenamento de munição para proteção do pessoal;
  • saia de barreira contra água mais elevada, para melhorar a operação anfíbia;
  • aperfeiçoamento no sistema de suspensão.
Essas melhorias, e outras feitas depois, tornaram o Bradley um veículo de combate com excelente sobrevivência. Na Operação Tempestade no Deserto, 2.200 veículos Bradley foram empregados na batalha, e apenas três foram perdidos para o fogo inimigo.

Em 1991, após a Operação Tempestade no Deserto, o veículo passou por melhorias adicionais. Os aperfeiçoamentos feitos para essa operação foram implementados nos modelos melhorados M2A2 ODS e M3A2 ODS e incluíram:

  • recurso de GPS;
  • dispositivo contramedida para mísseis antitanque;
  • redesenho do assento;
  • melhoria no armazenamento da munição.
Os modelos Bradley M2A3 e M3A3 também resultaram de melhoras feitas após a   operação Tempestade no Deserto. O pacote dos M2A3/M3A3 é o mais avançado dos modelos Bradley, em termos técnicos, e foi aprovado para produção em 1994. Este pacote inclui:
  • unidade de monitor de tela plana para o comandante;
  • unidade de armazenamento de memória;
  • unidade de monitor de driver;
  • unidade de monitoramento do esquadrão no compartimento da tropa.
Com modificações contínuas, o Exército afirma que o Bradley continuará sendo um veículo blindado crucial para o exército norte-americano nas primeiras décadas do Século XXI.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa Norte-Americano - Centro de Informação Visual de Defesa
O veículo de combate M2 Bradley com seu canhão de 25mm elevado

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