A questão dos rejeitos e segurança

Atualmente existem tecnologias seguras para o gerenciamento de rejeitos de média e baixa atividades, desde sua coleta até o armazenamento nos depósitos iniciais. Esses rejeitos são acondicionados em embalagens metálicas, testadas e qualificadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e transferidos para o depósito inicial, construído no próprio sítio da Central Nuclear. Este depósito é permanentemente controlado e fiscalizado por técnicos em proteção radiológica e especialistas em segurança da Eletronuclear. Já os elementos combustíveis usados, que constitui o rejeito de alta atividade, são colocados dentro de uma piscina no interior das usinas, um depósito intermediário de longa duração, cercado de todos os requisitos de segurança exigidos pelo órgão licenciador nacional, a CNEN, e de acordo com a experiência internacional. Desde o início de sua operação, Angra 1 produziu ao todo 5.969 embalados que abrigam cerca de 2.228 m³ de rejeitos de baixa e média atividades. De Angra 2, são 311 embalados, que ocupam 41,2 m³ de rejeitos de baixa e média atividades.

Funcionário trabalham em Angra dos Reis
Divulgação: Eletronuclear
Funcionários controlam a produção das usinas
nucleares de Angra dos Reis

As usinas de Angra 1 e Angra 2, que foram projetadas para ter todas as condições técnicas de desligamento de forma segura,  têm, ainda, um conjunto de barreiras que torna muito pouco provável a liberação de material radioativo para o meio ambiente. Entretanto, como uma medida de segurança adicional, a Eletronuclear elaborou o Plano de Emergência Local (PEL), que tem como objetivo estabelecer medidas para, em qualquer situação de emergência radiológica em Angra 1 e/ou Angra 2, proteger a saúde e garantir a segurança dos trabalhadores das Usinas e da população que onde encontra-se no entorno da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).