A história das usinas nucleares brasileiras

Autor: 
José Manuel Diaz Francisco

Usinas de Angra
Divulgação: Eletronuclear
As usinas nucleares de Angra dos Reis

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), a única central desse tipo no país, situada no município de Angra dos Reis, foi assim denominada em homenagem ao pesquisador pioneiro da tecnologia nuclear no Brasil e principal articulador de uma política nacional para o setor. Embora a construção da primeira usina tenha sido sua inspiração, o almirante, nascido em 1889, não chegou a ver Angra 1 gerando energia, pois faleceu em 1976.

Como funciona a energia nuclear

Veja o artigo de Marshal Brain sobre os princípios básicos de uma usina nuclear PWR, o mesmo tipo usado em Angra, clicando aqui.

A CNAAA está instalada num dos pontos mais bonitos do litoral do país, na praia de Itaorna. Um dos fatores determinantes para escolha do local foi a proximidade quase eqüidistante de três grandes centros consumidores brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, evitando perdas de energia em longas linhas de transmissão. Outro fator importante foi a proximidade do mar. Embora o urânio seja o combustível, é a água que movimenta e refrigera uma usina nuclear. Por isso ela precisa ser construída próxima a um rio ou mar, onde existae água em abundância.

A Eletrobrás Termonuclear – Eletronuclear é a empresa responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país. Subsidiária da Eletrobrás, foi criada em 1997 a partir da fusão entre a antiga Diretoria Nuclear de Furnas e a Nuclebrás Engenharia (Nuclen). A Eletronuclear opera as duas usinas nucleares da CNAAA, com a capacidade instalada total de 2.007 MW. Pelo sistema elétrico interligado, essa energia chega aos principais centros consumidores do país e corresponde a aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil e 50% da eletricidade consumida no Estado do Rio de Janeiro. Com a usina Angra 3, Angra dos Reis irá fornecer cerca de 80% da energia consumido no estado do Rio de janeiro, mas não deve modificar o percentual de participação da energia nuclear na matriz energética brasileira, já que há também investimentos em outras matrizes. As obras de ampliação estão previstas para começar até o final de 2008.