Zoológicos modernos em todo o mundo mantêm ursos polares tentando imitar tanto quanto possível seus habitats naturais. Um zoológico é quase o único lugar onde é seguro para um ser humano ficar próximo de um urso polar.
Com o derretimento do gelo marinho (em inglês), os ursos polares freqüentemente são forçados a se movimentar para a terra nos meses mais quentes. Mais ursos polares na terra - procurando sustento onde sua presa natural é inexistente - significam mais interações com humanos e mais ataques. Os ursos polares não procuram confrontos, mas se estiverem realmente famintos ou se sentirem ameaçados eles irão matar - e comer - um ser humano sem pensar duas vezes.

Até agora ataques são extremamente raros e sempre são de ursos famintos ou provocados [fonte: Polar Bears International]. A cidade que hospeda a maior parte dos ursos polares do mundo, Churchill, Manitoba, teve duas pessoas mortas por ursos polares em quase 300 anos [fonte: Polar Bears International (em inglês)]. O primeiro ataque ocorreu depois que vários adolescentes surpreenderam um urso e começaram a atirar pedras nele. O segundo ataque foi contra um homem que tinha carne nos bolsos e aconteceu de se aproximar de um urso com fome.
Nos últimos 30 anos, oito pessoas foram mortas por ursos polares nos Estados Unidos e Canadá. Em todos os registros históricos da Rússia, ursos polares mataram apenas 19 pessoas [fonte: Polar Bears International]. Na cidade de Svalbard, Noruega, que cobre uma área do tamanho aproximado de Maryland, a população consiste de 2.300 pessoas e 3.000 ursos polares. A cidade afixa avisos de perigo de urso polar como em outras áreas colocam de travessia de cervos. Com tal proximidade, houve apenas quatro ataques fatais nos últimos 35 anos. Quando os ursos se aventuram a se aproximar dos seres humanos, os habitantes tentam espantá-los acelerando motores de snowmobiles, decolando com helicópteros ou disparando pistolas de sinalização. Como último recurso, se os ursos não deixarem a área, eles atirarão neles para evitar um ataque. Os habitantes de Svalbard tiveram que matar 24 ursos entre 1998 e 2005 [fonte: AFP (em inglês)].
Com apenas 25 mil ursos polares restantes, 24 perdidos em uma única cidade no intuito de proteger seres humanos realmente é um número regular. À medida que o alimento e a região de caça continuarem a escassear, as interações entre ursos polares e seres humanos irão aumentar, exigindo mais tiros. É um círculo vicioso que se inicia com a mudança climática e pode terminar com uma espécie extinta nos próximos 40 anos.
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O povo Inuit, nativo do Alaska, tinha o máximo respeito por Nanuk, o urso polar, mesmo quando o matava para obter alimento e roupas. Eles acreditavam que os ursos polares eram quase humanos. Algumas das tribos falavam dos "homens ursos polares" que viviam em iglus (em inglês) e trocavam sua pele de urso quando ninguém estava olhando. Após matar um urso polar, um caçador Inuit devia pendurar peles em seu iglu e fazer oferendas de ferramentas por vários dias. Os Inuits acreditavam que os ursos escolhiam ser mortos para obter ferramentas que consideravam úteis na próxima vida. Se um caçador fizesse uma oferenda realmente boa, a alma do urso deixaria outros ursos saberem que se eles se deixassem matar por aquele caçador em especial, teriam todas as ferramentas que precisassem. |
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