Blindagem corporal líquida


Foto cedida Centro do Exército Americano do Soldado Natick
O futuro uniforme biônico é protegido por uma blindagem corporal líquida embutida no uniforme
Com os avanços na balística, as forças armadas precisam melhorar a blindagem corporal. Um tipo de blindagem corporal moderna, desenvolvido nos anos 60, é feito de fibras de avançadas trançadas que podem ser costuradas em coletes e outros tecidos macios. Mais conhecido como kevlar, da Dupont, essa é uma das soluções de blindagem corporal atualmente empregadas nas Forças Armadas dos EUA. Outro tipo de blindagem, placas Sapi, (sigla em inglês de placas "de proteção inseridas como pequenos escudos"), é feito com placas compostas de cerâmica endurecida inseridas tanto nos bolsos da frente quanto nos de trás do colete de proteção contra fragmentos .

Agora, os cientistas estão trabalhando em uma nova espécie de blindagem feita de fluidos magneto-reológicos (MR) - a blindagem corporal líquida.

Um tipo de fluido MR consiste de pequenas partículas de ferro suspensas em óleo de silício. O óleo evita que as partículas enferrujem. O fluido se transforma de líquido em sólido em apenas milésimos de segundo, quando um campo magnético ou corrente elétrica é aplicada nele. A corrente faz com que as partículas de ferro se prendam em uma polaridade do uniforme e fiquem empilhadas umas sobre as outras, criando um escudo impenetrável. O quanto a substância endurece depende da força do campo magnético ou da corrente elétrica. Uma vez que a carga ou o campo magnético é removido, as partículas se destravam, e a substância volta ao estado líquido.

O fluido preencherá pequenos bolsos no tecido do uniforme. Eles serão reforçados com arame, o que permitirá que uma corrente elétrica passe pelo tecido. A corrente elétrica será controlada pelo sistema de computador de bordo e carregará automaticamente o fluido MR quando houver uma ameaça balística presente.

Os cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology - páginas em inglês) que estão desenvolvendo a blindagem corporal líquida dizem que levará de 5 a 10 anos para que a substância seja à prova de bala.