O Exército dos EUA atualmente emprega um sistema chamado de Perseguidor da Força Azul (BTF). O sistema possibilita conseguir uma imagem em tempo real do campo de batalha. O comandante pode rastrear uma unidade individual em movimento e fornecer tal informação para unidades amigas. Os Fuzileiros Navais Americanos têm usado o BTF, embora eles inicialmente tenham optado por um sistema mais portátil e rigoroso chamado Sistema de Relatório de Localização de Posição Melhorada, ou simplesmente "ePLRS". O ePLRS e o BFT têm o mesmo objetivo: rastrear em tempo real as forças amigas. O aspecto negativo de ambos os sistemas, entretanto, é que eles são grandes, um pouco antigos e requerem computadores com operadores que possam também carregar uma arma.
![]() Foto cedida Centro do Exército Americano do Soldado Natick Visão da parte de trás de um uniforme biônico |
O projeto do futuro uniforme biônico é uma melhoria importante em relação aos sistemas atuais. Um computador embutido no traje e localizado na base das costas do soldado estará conectado a uma rede local de longa distância, permitindo a transferência de dados.
DeGay explica assim:
![]() Foto cedida Centro do Exército Americano do Soldado Natick Capacete do futuro uniforme biônico |
O futuro uniforme biônico não somente vai conhecer detalhes sobre seus soldados companheiros, mas também vai saber mais sobre sua própria condição fisiológica. O subsistema fisiológico do uniforme fica na pele do soldado e inclui sensores que monitoram sua temperatura corporal, temperatura da pele, batimentos cardíacos, posição do corpo (sentado ou em pé) e os níveis de hidratação. Essas estatísticas são monitoradas pelo soldado e por médicos e oficiais de comando que devem estar a quilômetros de distância. Conhecer a condição de um pelotão de soldados permite aos comandantes tomar melhores decisões estratégicas. O capacete do futuro uniforme biônico também inclui um receptor GPS, fornecendo aos comandantes o exato posicionamento de suas tropas.
Outro componente vital da batalha é a comunicação entre os soldados. O futuro uniforme biônico vai usar sensores que medem as vibrações da cavidade craniana, eliminando a necessidade de um microfone externo. Essa tecnologia de condução óssea permite aos soldados se comunicar uns com os outros e também controlar os menus visíveis por meio de uma espécie de lente ocular móvel.
"O que isto permitirá a você é saber de onde veio aquele franco-atirador ou o morteiro, mas ao mesmo tempo isso atenuará o ruído a um certo nível para que não cause danos aos ouvidos do soldado", diz Robert Atkinson, sargento responsável pelo grupo de interface de forças operacionais, do Centro de Soldados Natick.
A tecnologia de consciência da situação também permite aos soldados:
Para dar energia ao traje completo há um gerador de microturbina de 2 a 20 watts abastecido com hidrocarboneto líquido. Um cartucho contendo pouco menos de 300 gramas de combustível pode dar energia ao uniforme de um soldado por até seis dias. As baterias anexadas embutidas no capacete fornecem três horas de potência de reserva.