Influência da umidade do ar na saúde

Naquelas tardes quentes de verão, quando o ar está pesado e abafado, muitas pessoas sentem-se mal. Isto se dá porque o ar está praticamente saturado de vapor d’água e para nos refrescarmos, para baixar nossa temperatura corporal, nosso corpo transpira. A perda de água para a atmosfera com o suor é um importante mecanismo de controle de temperatura. Mas e se o ar já está cheio, saturado de vapor d’água, o que acontece? Nosso suor não evapora e com isso não perdemos calor para o meio, ficamos com uma sensação ruim de calor. Embora incômodo, este grau de umidade não causa tanto mal a saúde, bastando tomar medidas simples como resfriar e ventilar o ambiente.

No outro extremo, no inverno, quando a umidade relativa está baixa sofremos com a diminuição da hidratação das vias aéreas e dos olhos. A baixa umidade do ar agride as mucosas que revestem as fossas nasais e o trato respiratório como um todo, tornando mais propensas crises de asma e bronquite e infecções virais e bacterianas. Mesmo em invernos com temperaturas altas a pouca umidade é bastante nociva. Até porque apesar de transpirarmos, a água que sai do nosso corpo é absorvida pelo ambiente deixando, por exemplo, a pele ressecada.

Poluição e ar seco são companheiros
Istock
O ar seco aumenta a poluição das grande cidades

Além disso, a poluição do ar aumenta com o ar seco, assim como fenônemos como a inversão térmica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que os valores ideais de umidade relativa do ar encontram-se na faixa de 40% a 70%. A seguir temos algumas medidas a serem tomadas para minimizar a influência nociva em caso de baixa umidade:

  • Estado de atenção – entre 20% e 30%
    • Consumir muita água
    • Entre as 11h e 15h deve-se evitar exercícios físicos ao ar livre
    • Proteger-se do sol em locais sombreados e áreas com vegetação
    • Com o intuito de umidificar o ambiente, utilizar toalhas molhadas, recipientes com água (bacias, por exemplo), vaporizadores, regador de jardim
  • Estado de alerta – entre 12 e 20%
    • Seguir as mesmas recomendações do estado de atenção
    • No período das 10h às 16h não fazer exercícios físicos ao ar livre
    • Umedecer os olhos com soro fisiológico
    • Evitar aglomerações em locais fechados
  • Estado de emergência – Abaixo de 12%
    • Além das recomendações anteriores
    • E no período das 10h às 16h, os ambientes internos devem ser umedecidos
    • Nesse período, aulas, cinemas ou qualquer atividade que exijam aglomerações devem ser suspensas
    • Interromper qualquer atividade ao ar livre como ginástica, aulas de educação física, serviços externos como coleta de lixo e de correios
Apenas como exemplo, no inverno de 2008, a cidade de São Paulo registrou umidade relativa do ar que deixou a cidade em estado de atenção.