É a força do abalo sísmico que gera a incrível velocidade do tsunami, que deve ser medida no ponto mais fundo no momento em que o tsunami passa. A velocidade é a raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade e da quantidade da profundidade da água ou:
A capacidade de manter a velocidade de um tsunami é influenciada diretamente pela profundidade da água. Um tsunami se move mais rápido em águas profundas e mais lentamente em águas mais rasas. Assim, ao contrário de uma onda normal, a energia motriz de um tsunami se move através da água e não em sua parte superior. Como resultado, à medida que um tsunami se move através de águas profundas a centenas de quilômetros por hora, ele é pouco perceptível acima da linha da água. O tsunami não costuma ter mais de 1 metro de altura até chegar próximo à praia.
Assim que ele chega próximo à praia, toma sua forma mais reconhecível e mortal.
Há dois tipos de tsunami: Um tsunami distante se afasta mais de 1000 km da área de origem antes de atingir a terra. Os tsunamis distantes têm maior probabilidade de ocorrer no Oceano Pacífico e são capazes de viajar através de todo o oceano em menos de um dia. Como os tsunamis distantes fazem tais jornadas com uma velocidade relativamente constante, os especialistas podem prever sua chegada com um bom grau de exatidão. Isto facilita o trabalho de alerta e evacuação de cidades. Um tsunami local se desloca rumo às terras costeiras próximas a menos de 100 km da origem. Os tsunamis locais são geralmente o resultado de deslizamentos submarinos e ocorrem tipicamente em um porto ou baía. Os tsunamis locais são particularmente perigosos, pois podem atingir a terra em poucos minutos. Esse tipo de "ataque traiçoeiro" torna difícil alertar o público sobre a sua aproximação. |
Ao aproximar-se da terra, o tsunami atinge águas mais rasas. A água rasa e a terra costeira atuam para comprimir a energia que se desloca através da água. Isto inicia a transformação do tsunami.
A topografia do fundo do mar e o formato da praia começam a afetar a aparência e o comportamento do tsunami. Além disso, à medida que a velocidade da onda diminui, a altura aumenta consideravelmente e a energia comprimida força a água para cima. Um típico tsunami irá desacelerar para velocidades de cerca de 50 km/h e a altura da onda poderá atingir cerca de 30 metros acima do nível do mar. À medida que a altura da onda aumenta durante este processo, seu comprimento diminui consideravelmente.
Uma pessoa na praia pode ver uma considerável elevação e diminuição do nível da água quando um tsunami é iminente. Às vezes a água costeira desaparece completamente à medida que é sugada para o interior do tsunami. Este evento incrível é seguido pela cava real do tsunami atingindo a praia. Com maior freqüência os tsunamis chegam à praia como uma série de fortes e rápidas inundações, e não como uma única e enorme onda. Pode ainda surgir uma pororoca, ou seja, uma grande onda vertical com a frente de espuma. As pororocas freqüentemente são seguidas por rápidas inundações, o que as torna particularmente destrutivas. Outras ondas podem ocorrer a qualquer momento entre cinco e 90 minutos depois do impacto inicial. O trem de ondas do tsunami, depois de se deslocar como uma série de ondas ao longo de uma grande distância, se lança na praia.
Geralmente os tsunamis resultam em um número de vítimas assustador, o que é especialmente verdadeiro quando eles chegam sem aviso. Os tsunamis podem arrasar as edificações e varrer as faixas costeiras, arrastando tudo em seu caminho de volta ao mar.
![]() Foto cedida pelo National Geophysical Data Center |
![]() Foto cedida pelo National Geophysical Data Center |
As áreas de maior risco de impacto de tsunamis estão no perímetro dos dois primeiros quilômetros da linha da praia, devido à inundação e ao entulho espalhado, e menos de 15 m acima do nível do mar, devido à altura das ondas que golpeiam o litoral.
Um tsunami é capaz de alcançar até mesmo áreas abrigadas, devido a características variáveis do terreno e da paisagem marinha submersa. Por exemplo, uma área de baía protegida com uma entrada estreita pode dar a um tsunami um "funil" para sua passagem, amplificando o poder destrutivo das ondas. Além disso, um canal de rio pode proporcionar espaço para que uma pororoca de tsunami avance por ele, permitindo alagar enormes extensões de terra.
Até um tsunami atingir um local, é difícil prever como ele irá interagir com as características da terra afetada. O efeito circular ocorre ao longo de faixas costeiras de ilhas, quando múltiplos impactos de ondas atingem áreas diferentes da terra circundada, resultando em diferentes graus de inundação. Seicha é um efeito colateral caótico e altamente destrutivo do tsunami criado quando ondas se refletem e retornam continuamente das orlas de um porto ou baía. A seicha pode causar a amplificação da altura das ondas circulantes e até aumentar a duração da atividade das ondas dentro da área.
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