por
Robert Lamb - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Cultivando trigo, o organismo
 © istockphoto.com / sabrina dei nobili Quando as flores do trigo se fertilizam, produzem grãos, a parte comestível da planta. Aqui, vemos os grãos cercados por joio, na mão de uma pessoa.
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Se você já se sentou à janela em uma viagem de
avião, há certa chance de que tenha percebido até que ponto dependemos do trigo. Os campos de colheita se estendem por quilômetros, dividindo a paisagem em uma série de quadrados verdes e dourados. É fácil deixar que a atenção se desvie, diante de uma vista como essa. Mas, em resumo, o trigo é apenas uma gramínea durável e cada pé produz um punhado de grãos nutritivos.
O trigo cresce em diversos climas e tipos de terra, mas prospera mais em zonas temperadas. Trata-se de uma gramínea de ciclo anual, ou seja, produz uma safra por ano. Usualmente, a planta alta apresenta caules ocos, folhas compridas e cabeças com flores compactas. Ocasionalmente, existem apenas 20 flores por pé, porém certas espécies apresentam até 100.
Acredite ou não, a missão dos trigais na vida pouco tem a ver com a produção de pães para hambúrgueres ou biscoitos. A planta precisa atingir sua altura plena e desenvolver flores, nas quais a reprodução acontece para garantir seu futuro genético em forma de sementes. O ciclo dura um ano e tem quatro estágios. No primeiro, a planta cresce gerando brotos; a coroa, que fica abaixo da superfície, produz folhas e ramos laterais, os brotos. Depois, durante a extensão do caule, a planta atinge sua plena altura, por meio de uma série de segmentos de caule interligados chamados nodos. Por fim, no topo, o caule termina em uma cabeça ou esporão no estágio de encabeçamento.
A essa altura, cada cabeça fertiliza suas flores devido ao movimento do estame masculino para o estigma feminino. Quando isso acontece, o grão se desenvolve no estado de amadurecimento e a planta começa a definhar e morrer. Cada grão ou casulo de trigo consiste de um embrião de planta de trigo chamado germe (de "germinar"), protegido por uma espessa camada externa chamada casca e alimentada pelo endosperma, rico em proteínas. Esses recursos protegem e nutrem o germe de trigo, permitindo que cresça da terra e forme um novo pé.
O que é glúten?Você talvez já tenha ouvido falar de pessoas que usam dietas sem glúten ou de pessoas alérgicas a ele, devido a certas doenças. A substância é uma mistura de duas proteínas - a gliadina e a glutenina - e está presente em quase todos os pães. Ela dá ao pão sua qualidade elástica e sua mastigação.
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A
Terra abriga milhares de gramíneas produtoras de trigo diferentes, todas categorizadas sob o gênero
triticum, na família das gramíneas. Dada sua importância como alimento de alcance mundial, essa diversidade na verdade representa uma boa notícia. Caso uma nova praga vegetal elimine uma dessas variedades, outras poderiam ser resistentes. Os cientistas reconhecem o valor da diversidade biológica e tomaram medidas para armazenar as variedades mundiais de trigo em
bancos de sementes. Mas devido à ameaça de organismos agressivos, como o fungo oxidante de caule, os plantadores de trigo concentram a maioria de seus esforços em três variedades da planta:
- Triticum aestivum: Também conhecido como "trigo comum", é a variedade usada para produzir pão e farinha. Os especialistas sugerem que esse tipo específico tenha origem no Crescente Fértil do Oriente Médio. Hoje, os agricultores cultivam cerca de 100 das 200 variedades conhecidas de trigo comum.
- T. durum: em geral é usado como semolina, o grão utilizado para produzir massas como o espaguete e outras. Há oito variedades conhecidas.
- T. compactum: uma subespécie do T. aestivum, o trigo compacto produz farinha mais macia e é usado para bolos, biscoitos e bolachas.
Mas como colhemos esses grãos e os tornamos em alimentos deliciosos? Procure a resposta na próxima página.