Existem diversos motivos para que as pessoas pensem no gênero Smilodon quando pensam em felinos dente-de-sabre, mesmo que não conheçam o nome científico. Um deles é a presença rica de fósseis do Smilodon, que ofereceu muito material para estudo aos cientistas e museus. A maioria desses fósseis foi encontrada nos poços de piche de Rancho La Brea, na Califórnia. Os fósseis dos felinos dente-de-sabre são alguns dos mais encontrados nesses poços de piche natural. No entanto, a despeito do número considerável de fósseis de felinos dente-de-sabre lá encontrados, não era tão comum que animais fossem aprisionados no piche. Os fósseis localizados em La Brea se acumularam por 25 mil anos.
Os felinos Smilodon também são conhecidos porque são os felinos dente-de-sabre que viveram mais recentemente na Terra. Eles compartilhavam o planeta com outros animais conhecidos da era glacial, como os mamutes, os mastodontes e as preguiças terrestres. Todos esses animais se extinguiram há cerca de 10 mil anos devido a diversos fatores, entre os quais alterações no clima, alterações de terreno e caça por seres humanos. Os felinos Smilodon provavelmente se extinguiram porque sua fonte primária de alimentos - mamíferos maiores do que eles - desapareceu. Os felinos não eram velozes ou ágeis o bastante para apanhar presas menores, o que os conduziu à extinção.
![]() Dorling Kindersley/Getty Images O Thylacosmilus, um marsupial dente-de-sabre que viveu na América do Sul durante o período Plioceno, entre 1,6 milhão e 5,3 milhões de anos atrás |
Outro gênero de felinos dente-de-sabre que viveu no mesmo período dos Smilodon é o dos Homotherium, que tinham dentes mais curtos e lisos. Alguns paleontólogos os descrevem como felinos cimitarra. O alcance desses felinos era ligeiramente maior que o dos Smilodon. Eles viveram na África, Europa, Ásia e América do Norte, e se extinguiram há cerca de 11,5 mil anos.
![]() James Balog/Getty Images Ainda que os caninos das morsas sejam longos, eles são conhecidos como presas e não como dentes de sabre |
Pesquisadores localizaram fósseis de felinos dente-de-sabre muito mais antigos em diversas cavernas de argila perto de Madri, Espanha. Como os poços de piche em La Brea, essas cavernas forneceram aos cientistas exemplares bem preservados de fósseis. Os felinos localizados lá são do gênero Paramachairodus - o mais antigo gênero de felinos dente-de-sabre do planeta - e do gênero Machairodus. Eram animais de grande porte, mas com dentes bem mais curtos do que os dos felinos Smilodon. Esses animais viveram cerca de nove milhões de anos atrás.
Esses são apenas alguns dos muitos animais carnívoros extintos cuja evolução resultou em dentes de sabre. Não existem felinos dente-de-sabre vivos hoje, mas alguns animais apresentam caninos muito longos. Um exemplo é a morsa, que usa suas longas presas para múltiplas atividades, de momentos sociais a movimento no gelo. Mas ainda que se trate de caninos modificados, eles não são semelhantes aos dentes de sabre porque são arredondados, em vez de apresentarem formato de lâmina. No entanto, no que diz respeito a espécies vivas, talvez sejam o mais perto que poderemos chegar de um par de dentes de sabre.
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O Megantereon, felino dente-de-sabre que viveu na África do Sul há cerca de 2,5 milhões de anos pode ter incluído hominídeos primitivos entre suas presas. |