Felinos dente-de-sabre sociais

É difícil saber exatamente como os felinos dente-de-sabre se comportavam porque eles estão extintos. Os paleontólogos usam duas fontes primárias de informações para extrair conclusões sobre a vida dos felinos. Uma é o histórico de fósseis e a outra é o comportamento dos grandes felinos modernos, os parentes vivos mais próximos dos felinos dente-de-sabre.

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Glenn Frank/iStockphoto
Ossos fossilizados de felinos dente-de-sabre são fonte primária de informação sobre como eles se comportavam

Como discutimos na seção anterior, ossos fossilizados oferecem algumas pistas sobre a maneira como os felinos dente-de-sabre caçavam. Devido aos seus corpos robustos e fortes, eles provavelmente eram melhores em derrubar animais do que em persegui-los por longas distâncias. A forma dos dentes desses felinos também oferece sustentação à teoria de que eles rasgavam a garganta ou o abdome de suas presas, causando sua morte pela perda de sangue. Devido às variações de espessura, os dentes dos felinos eram mais fortes da frente para trás do que de lado a lado. Isso significa que poderiam se quebrar facilmente quando o animal tivesse de lutar para subjugar presas indóceis usando as mandíbulas. No entanto, não existem muitos dentes de sabre quebrados no histórico de fósseis, o que torna provável que os felinos matassem suas presas por meio de cortes e perfurações, e não segurando-as nas mandíbulas.

Os indícios que o histórico de fósseis oferece sugerem que os felinos podem ter tido uma estrutura social. Alguns fósseis de felinos dente-de-sabre mostram indicações de ferimentos sérios, como ossos quebrados e bacias deslocadas. No entanto, os fósseis demonstram também que esses ferimentos tiveram tempo de se curar, ou que os animais viveram com eles por muito tempo. No caso de caçadores solitários, lesões dessa ordem seriam provavelmente fatais. Por isso, alguns paleontólogos presumem que os felinos saudáveis ou forneciam comida aos animais feridos ou não impediam que estes se alimentassem das carcaças de presas recentemente abatidas.

Mas nem todos os pesquisadores concordam com essa conclusão. Alguns argumentam que a desidratação teria sido ameaça muito maior aos animais feridos do que a fome, e não existe forma prática de um felino transportar água para outro. De acordo com essa teoria, os felinos podem ter sobrevivido de combustível armazenado, como gorduras e proteínas, enquanto esperavam que suas lesões se curassem.

O Smilodon fatalis é provavelmente o felino dente-de-sabre mais conhecido da história, especialmente no Hemisfério Ocidental, onde vivia. Mas não era o único felino, ou mamífero, dotado de dentes de sabre. Na próxima seção, estudaremos outros animais com caninos gigantes que viveram na Terra.

Rugidos e mordidas

Os felinos dente-de-sabre talvez não tivessem capacidade de manter uma presa nas mandíbulas por tempo suficiente para estrangulá-la, mas os paleontólogos estão quase certos de que eram capazes de rugir. Isso se deve ao tamanho e a forma do osso hióide, na porção frontal da garganta. O hióide de um felino dente-de-sabre tem forma bem semelhante ao de um leão, o que significa que o felino pré-histórico tinha uma caixa de voz capaz de produzir um rugido.