Medindo a magnitude e a intensidade

Autor: 
Tom Harris

Sempre que um terremoto mais importante aparece nos noticiários, ouve-se falar da Escala Richter. Pode-se também pode ouvir falar da Escala Mercalli, apesar de não se falar nela com tanta freqüência. Estas duas medidas descrevem a potência de um terremoto a partir de duas perspectivas diferentes.


Imagem cedida por NGDC
Destruição causada por um terremoto de magnitude (Richter) de 6,6 graus em Caracas, Venezuela. O terremoto de 1697 causou a morte de 240 pessoas e um prejuízo de mais de 50 milhões de dólares

A Escala Richter é usada para medir a magnitude de um terremoto, ou seja, a quantidade de energia que é liberada. Isto é calculado usando a informação obtida por um sismógrafo. A Escala Richter é logarítmica, o que quer dizer que o aumento total indica um aumento de dez vezes. Neste caso, o aumento é uma amplitude de onda, ou seja, a amplitude de onda em um terremoto de nível 6 é 10 vezes maior do que um de nível 5 e a amplitude aumenta 100 vezes entre o terremoto de nível 7 e o de nível 9. A quantidade de energia liberada aumenta 31,7 vezes entre os valores totais.

O maior terremoto já registrado marcou 9,5 graus na Escala Richter usada atualmente, apesar de não ser improvável que tenham ocorrido tremores mais fortes na história da terra. A maioria dos terremotos registra menos de 3 graus na Escala Richter. Estes tremores, que geralmente não são sentidos pelas pessoas, são chamados de micro-tremores. Geralmente, não se vê muitos estragos causados por terremotos que ficam abaixo de 4 na escala. Os terremotos mais importantes registram 7 graus ou mais. 

estragos em uma escola em Anchorage no Alasca, em conseqüência de um terremoto
Imagem cedida por NGDC
Estragos em uma escola em Anchorage no Alasca, causados pelo terremoto de 1964, em Prince William Sound. O terremoto matou 131 pessoas e causou prejuízos de 538 milhões de dólares e atingiu 9,2 graus na Escala Richter.

A classificação pela escala Richter nos dá apenas uma idéia superficial sobre o verdadeiro impacto de um terremoto. Como vimos, o poder de destruição de um terremoto varia dependendo da composição do solo na área e a localização das estruturas feitas pelo homem. A extensão dos estragos é avaliada pela Escala Mercalli. Os números da Mercalli aparecem em algarismos romanos e se baseiam em interpretações subjetivas. Um terremoto de baixa intensidade, onde algumas pessoas sentem a vibração e no qual não há danos significativos, é classificado como II. A classificação mais alta, XII, é aplicada apenas a terremotos onde estruturas são destruídas, o solo fica rachado e outros desastres naturais se iniciam (como desabamento de terras ou Tsunamis).

estragos causados por um terremoto em Niigata no Japão
Imagem cedida por NGDC
Estragos causados por um terremoto de magnitude de 7,4 que
atingiu Niigata no Japão, em 1964

O grau da Escala Richter é determinado logo após o terremoto, assim que os cientistas compararam os dados de diferentes estações de sismógrafos. O grau da Escala Mercalli, por outro lado, não pode ser determinado até que os investigadores tenham tempo para conversar com testemunhas para descobrir o que ocorreu durante o terremoto. Assim que eles têm uma idéia clara sobre os prejuízos, eles usam o critério Mercalli para se decidir por um grau adequado.

Liquefação

Em algumas áreas, prejuízos graves por causa dos terremotos são resultado da liquefação do solo. Nas condições corretas, o tremor violento da terra faz os sedimentos soltos e o solo se comportarem como se fossem líquido. Quando um prédio ou casa estão construídos neste tipo de sedimento, a liquefação faz com que a estrutura desmorone mais facilmente. Áreas muito desenvolvidas, construídas sobre material de solo de sedimentos soltos, podem sofrer prejuízos graves até mesmo de um terremoto relativamente leve. A liquefação também pode causar deslizamentos de terra graves. Neste caso, os deslizamentos de terra foram a força destruidora mais significativa, tirando centenas de vidas.