Para uma pessoa ser teletransportada, uma máquina teria que ser construída para identificar e analisar todos os 1028 átomos que formam um corpo humano, o que significa mais de um trilhão de átomos. Esta máquina teria que enviar essa informação para outro lugar, onde o corpo da pessoa seria reconstruído com precisão. As moléculas não poderiam estar 1 mm fora do lugar, já que isso poderia deixar a pessoa com graves defeitos neurológicos ou fisiológicos.
Nos episódios de Star Trek (Jornada na estrelas) e nas outras séries que surgiram depois, o teletransporte era feito por uma máquina chamada transportador. Esta máquina era, basicamente, uma plataforma onde ficavam os personagens, enquanto Scotty operava os controles. A máquina analisava cada átomo da pessoa na plataforma e usava uma onda transportadora para transmitir estas moléculas para onde a tripulação quisesse ir. Os telespectadores testemunhavam o Capitão Kirk e sua tripulação desaparecerem e reaparecerem instantamente em um planeta distante.
Se essa máquina existisse, seria improvável que a pessoa transportada fosse realmente "transportada". Funcionaria mais ou menos como uma aparelho de fax. Uma réplica da pessoa apareceria do outro lado da transmissão. Mas o que aconteceria com o original? Uma teoria sugere que o teletransporte deveria combinar clonagem genética com digitalização.
Nesta clonagem biodigital, os tele-viajantes teriam que morrer. Seus corpos e mentes originais deixariam de existir. A sua estrutura atômica seria copiada para outra localidade e a digitalização recriaria as memórias, emoções, esperanças e sonhos dos viajantes. Então eles ainda iriam existir, mas em um novo corpo, com a mesma estrutura atômica do corpo original e programado com a mesma informação.
Como todas as outras tecnologias, os cientistas continuam a melhorar a idéia do teletransporte até que se torne possível utilizá-la sem métodos tão agressivos. Um dia, um dos seus descendentes vai terminar um dia de trabalho num escritório espacial situado a milhões de anos-luz da Terra e falar para o seu relógio de pulso transportá-lo para casa, no planeta X. Quando ele terminar de pronunciar estas palavras, já vai estar sentado à mesa de jantar.
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