![]() Foto cedida NASA Mosaico do sistema solar |
A visão que você vai ter dos planetas usando um telescópio é bem satisfatória e vai lhe deixar com um gostinho de "quero mais". Também é possível observar planetas de áreas urbanas, onde pode haver níveis de poluição moderados ou significativos. Com um telescópio pequeno (refrator de 60 mm ou refletor de 100 mm), pode-se ver alguns detalhes das superfícies dos planetas, mas um telescópio maior (refrator de 75 a 100 mm ou refletor de 150 a 250 mm) irá revelar mais detalhes ainda. Os refratores costumam proporcionar imagens mais nítidas dos planetas, mas não têm a mesma capacidade de captar luz dos refletores. Independentemente do tipo de telescópio que você estiver usando, observar os planetas requer boas condições de visão (atmosfera seca com poucas ou nenhuma nuvem), e você deve resfriar seu telescópio até atingir a temperatura ambiente, 30 min antes de começar a observar. Resfriar o telescópio reduz as correntes de ar dentro do tubo que fazem com que as imagens fiquem embaçadas e confusas.
Vênus
Não é possível ver qualquer detalhe em Vênus porque ele é coberto por nuvens. Mas pode-se encontrar coisas interessantes de se ver, já que Vênus possui fases como as da Lua e é muito fácil distingui-las usando qualquer tipo de telescópio. Além disso, Vênus é um dos objetos mais brilhantes no céu, o que o torna fácil de ser encontrado. Normalmente, Vênus pode ser visto acima do horizonte antes ou após o pôr-do-sol; por isso que ele é chamado de "estrela matutina" ou "estrela Dalva".
Marte
Marte é um alvo difícil, mas desafiador em razão de sua distância e de seu tamanho reduzido. Em meu telescópio refletor (de campo amplo com 100 mm), consigo ver um disco vermelho pequeno, sem nenhum tipo de detalhe da superfície. Em um refletor de 200 a 250 mm, provavelmente, é possível ver as calotas polares e algumas características da superfície escura (os "canais"), dependendo das condições de visão. No entanto, a face de Marte muda constantemente. Algo que talvez ajude a melhorar um pouco a visão são os filtros.
Júpiter
![]() Foto cedida NASA Esse é o tamanho aproximado da imagem de Júpiter em um telescópio |
![]() Foto cedida NASA Júpiter |
Também é possível ver as luas de Júpiter (satélites descobertos por Galileu): Io, Europa, Calisto e Ganimede. As luas giram ao redor do planeta em posições diferentes a cada noite e são muito interessantes de se observar por vários dias seguidos. Em um telescópio grande (refletor de 200 a 250 mm), chega a ser possível ver a sombra de uma lua pelo disco de Júpiter!
Saturno
![]() Foto cedida NASA Esse é o tamanho aproximado da imagem de Saturno em um telescópio |
![]() Foto cedida NASA Saturno |
Assim como Júpiter, Saturno tem várias luas (Titã, Jápeto, Febe) que mudam de posição constantemente. É difícil ver as luas de Saturno em meu telescópio, embora seja possível ver uma delas em uma noite sem neblina. Um telescópio maior, porém, provavelmente revelaria muito mais.
Urano, Netuno e Plutão
Por causa da grande distância da Terra, esses planetas são difíceis de localizar, constituindo-se um desafio para observadores de todos os níveis. Eu nunca consegui achar nenhum deles com meu telescópio e provavelmente não conseguiria ver muito mais do que um disco minúsculo. E, mesmo nos telescópios maiores, eles não devem ter uma aparência muito diferente dessa.
Asteróides
![]() Foto cedida NASA Asteróide 951 Gaspra |