Limitações

Autor: 
Craig Freudenrich, Ph.D.

O Hubble não pode observar o Sol porque a luz e calor intensos queimariam seus instrumentos, que são extremamente sensíveis. É por causa disso que o Hubble nunca é apontado para o Sol. Além disso, o Hubble não pode observar Mercúrio ou Vênus, que também estão próximos demais do sol. Também há certas estrelas que não podem ser observadas com o Hubble, por serem muito brilhantes para alguns dos instrumentos. Essas limitações de magnitude variam bastante com cada instrumento (WFPC2, NICMOS, STIS, FOC, FGS).

Além do brilho dos objetos, a própria órbita do Hubble também limita o que pode ser visto. Algumas vezes, os alvos são obstruídos pela Terra durante o movimento na órbita, o que pode limitar o tempo que se gasta observando um determinado objeto. Além disso, o Hubble passa por uma seção do Cinturão de Van Allen, em que partículas carregadas, vindas dos ventos solares, são aprisionadas pelo campo magnético da Terra. Esses encontros podem criar muita radiação de fundo, que interfere com os detectores dos instrumentos científicos. Então, durante esses períodos, nenhuma observação pode ser feita.

Apesar das falhas no começo de sua história, o Hubble tem se saido muito bem recentemente, obtendo muitos dados científicos e belíssimas imagens. Porém, ele não vai durar para sempre, o que explica a existência de planos para um novo telescópio espacial, chamado NGST (Telescópio Espacial da Próxima Geração). O NGST vai ser ainda mais sensível do que o Hubble e fornecer imagens melhores, de objetos ainda mais distantes (veja a página sobre o NGST da NASA - em inglês - para mais informações). A era dos telescópios espaciais óticos, iniciada pelo Hubble, promete revolucionar a astronomia tanto quanto ou até mais do que a primeira vez que Galileu usou o telescópio.

Para obter mais imagens e informações sobre o Hubble, consulte as seções de Links.