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| telescópio Hubble | ||
Você já olhou para o céu à noite e imaginou como o Universo se parece bem de perto? A maioria de nós é forçada a observar as estrelas apenas com nossos olhos, procurando por pequeninos pontos de luz na vasta noite escura. Mesmo que você tenha a sorte de usar um telescópio no solo - cuja clareza depende de fatores atmosféricos, como nuvens e clima - ele não oferece a nitidez que merecem esses objetos celestiais estonteantes.
O principal problema ao observar a luz de estrelas distantes usando telescópios no solo é que a luz deve passar por toda a atmosfera terrestre. Além das nuvens e do clima, a atmosfera terrestre é um lugar fervilhante: há poeira, correntes de ar quente se elevando, correntes de ar frio descendo e vapor de água. Todos estes fatores juntos acabam produzindo imagens embaralhadas das estrelas e limitando a utilidade dos telescópios no solo.
![]() Nasa / ESA / SM4 Hubble Team Nebulosa da Borboleta (NGC 6302), capturada pela Câmera Planetário de Campo de Visão Amplo 3, instalada na missão corretiva de 2009. A riqueza de detalhes dos gases liberados pela estrela central ainda não havia sido vista anteriormente |
Em 1946, um astrofísico chamado Dr. Lyman Spitzer (1914-1997) propôs que um telescópio no espaço revelaria imagens muito mais claras e de objetos mais distantes do que qualquer telescópio no solo. Essa era uma idéia impressionante levando-se em consideração que ainda não havia sido lançado sequer um foguete ao espaço. Conforme o programa espacial americano foi se desenvolvendo e se aprimorando nas décadas de 60 e 70, Spitzer tentou convencer a NASA e o Congresso Americano a desenvolverem um telescópio espacial. Em 1975, a Agência Espacial Européia (ESA) e a Nasa começaram a desenvolvê-lo. Em 1977, o Congresso aprovou fundos para o telescópio espacial, e a Nasa nomeou a Lockheed Martin Aerospace Company como a principal empreiteira a supervisionar a construção. Mais tarde, em 1983, o telescópio espacial recebeu seu nome em homenagem ao astrônomo americano Edwin Hubble, cujas observações de estrelas variáveis em galáxias distantes confirmou que o universo estava em expansão e apoiou a teoria do "Big Bang".
![]() Foto cedida NASA O Hubble é liberado do compartimento de carga do ônibus espacial |
O Telescópio Espacial Hubble, o simplesmente Hubble, levou oito anos para ser construído, portaria 5 instrumentos científicos, mais de 400 mil peças e quase 42 mil quilômetros de fiação. O Hubble era 50 vezes mais sensível do que os telescópios no solo e tinha uma resolução 10 vezes melhor. Após um longo atraso, devido ao desastre do ônibus espacial Challenger, o Hubble entrou em órbita em 1990. Desde seu lançamento, o Hubbled remodelou nossa visão do espaço, com cientistas escrevendo milhares de artigos científicos baseados nas descobertas do telescópio sobre coisas importantes como a idade do universo, buracos negros gigantes ou que estrelas parecem estar à beira da morte.
![]() Foto cedida pela NASA / Space Telescope Science Institute (STScI) Crédito: NASA, A. Fruchter e a Equipe ERO (STScI) Imagens como esta, da Nebulosa "Esquimó" (NGC2392), só se tornaram possíveis com o telescópio espacial Hubble |
O que é exatamente o Telescópio Espacial Hubble? Por que ele é tão especial? Como ele produz imagens tão fantásticas e onde ele as encontra? Neste artigo, nós vamos falar sobre como o Hubble documentou o espaço sideral e os instrumentos que permitiram que ele fizesse isso. Também vamos falar sobre os problemas que a venerado telescópio encontrou ao longo do caminho.
O telescópio espacial Hubble conseguiu flagrar um momento raro no espaço: a possível colisão entre dois asteroides. |