O condutor pilota o tanque usando um guidão igual aos de motocicleta e acelera torcendo um acelerador manual. O tanque tem um pedal de freio no piso, como um carro.
![]() Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA No M1, o condutor senta-se na parte dianteira do casulo do tanque |
O condutor dirige usando três periscópios (também chamados de blocos de visão). Para operações noturnas, ele pode usar um sensor de visão noturna no lugar de um dos periscópios normais. O condutor tem também um painel digital de instrumentos, chamado visor integrado do condutor (DID), que fornece dados de navegação e informações acerca de velocidade, nível de fluidos e desempenho do motor.
O restante da tripulação trabalha nos cestos da torre (o compartimento interno da torre). O municiador fica no lado esquerdo da torre, voltado para trás; o artilheiro fica no lado direito, voltado para frente e o comandante fica no lado direito, voltado para trás.
![]() Foto cedida pelo Exército dos EUA Um artilheiro de tanque examina a unidade do visor do comandante no M1A2 |
O artilheiro mira veículos e bunkers inimigos e dispara o canhão. Ele mira alvos com precisão usando uma mira estabilizada, com capacidade de visão diurna e visão térmica noturna, e um medidor de distâncias a laser que mede precisamente a distância até o alvo. Também controla a metralhadora da frente e monitora as condições gerais do canhão.
O municiador pega munição do compartimento e a leva até o canhão. Geralmente, o artilheiro avisa o municiador que tipo de munição deve carregar.
O municiador e o comandante também podem operar as duas metralhadoras montadas na parte superior da torre. No M1A2, eles têm que abrir as duas travas do tanque e disparar as metralhadoras manualmente, de modo que não é uma opção viável em uma batalha com tanques. A metralhadora destina-se principalmente a atacar soldados de infantaria.
Todos os M1s em um campo de batalha estão em comunicação entre si por meio do sistema de informações entre veículos (IVIS). Com o IVIS, os comandantes controlam as posições dos outros tanques, transmitem mapas e compartilham informações sobre o inimigo. Para ocultar as comunicações desses inimigos, o sistema faz uso de criptografia para embaralhar os sinais de rádio.
A combinação desses avançados equipamentos eletrônicos, blindagem incrivelmente forte e grande poder de fogo tornam o M1 um oponente imbatível numa guerra com tanques. Mas a tecnologia em evolução eventualmente superará o M1, e essa arma ocupará seu lugar junto a dezenas de outros tanques que foram superados ao longo dos anos. No mundo da ciência militar, a superioridade tecnológica tem vida curta.
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