por Craig Freudenrich, Ph.D. e
Marshall Brain - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Navegação
Como a
luz não penetra no fundo do oceano, os submarinos navegam virtualmente cegos. No entanto, essas embarcações são equipadas com cartas náuticas e sofisticados equipamentos de navegação. Quando estão na superfície, os submarinos utilizam um
sistema de posicionamento global (GPS) que determina precisamente sua latitude e longitude, mas, uma vez submersos, precisam empregar
sistemas de orientação inerciais, (elétricos, mecânicos), que orientam a rota a partir de um ponto fixo inicial usando
giroscópios. Os sistemas de orientação inercial são precisos para 150 horas de operação e devem ser realinhados com os outros sistemas de navegação dependentes da superfície (
GPS,
rádio,
radar e
satélite). Com esses sistemas a bordo, um submarino pode ser conduzido com precisão de cem pés ao longo de seu curso planejado.
 Imagem cedida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos Estação de sonar a bordo do submarino de ataque USS La Jolla, equipado com reator nuclear
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Para localizar um alvo, um submarino usa um SONAR (sound navigation and ranging) ativo e passivo. O sonar ativo emite pulsos de ondas sonoras que viajam através da água, refletem no alvo e retornam para a embarcação. Sabendo qual é a velocidade do som na água e o tempo necessário para a onda sonora viajar até o alvo e voltar, os computadores podem rapidamente calcular a distância entre o submarino e o alvo. As baleias, os golfinhos e os morcegos usam a mesma técnica para localizar a presa (ecolocação). O sonar passivo consiste em ouvir os sons gerados pelo alvo. O sonar também pode ser usado para realinhar os sistemas de navegação inercial ao identificar as características conhecidas do fundo do oceano.