O primeiro submarino nuclear

Os Estados Unidos desenvolveram o primeiro submarino nuclear do mundo, o Nautilus. A primeira jornada sob propulsão nuclear aconteceu em 21 de janeiro de 1954. Em contraste com os submarinos diesel-elétricos que o haviam precedido (e ainda continuam em serviço em todo o mundo hoje), o Nautilus tinha alcance praticamente ilimitado. Além disso, podia se manter submerso por muito tempo, já que não precisava emergir para recarregar suas baterias elétricas. E enquanto maioria dos submarinos eram concebidos para navegar primordialmente na superfície e mergulhar ocasionalmente, o Nautilus foi criado para viajar submerso e só emergir ocasionalmente.

O incrível alcance e a manobrabilidade dos submarinos nucleares alteraram de maneira radical a estratégia e a tática navais. Anteriormente, os submarinos eram armas de defesa costeira, mas essa nova variante podia cruzar o planeta - e o fez. Poucos anos depois de entrar em operação, o Nautilus se tornou o primeiro submarino a viajar sob o gelo do Ártico, atingindo o Pólo Norte em 3 de agosto de 1958. Depois de chegar lá, o Nautilus retornou ao estaleiro para uma reforma e teve seu reator substituído. Depois, foi designado para a Sexta Frota, nos anos 60. Em 1966, tecnologias mais avançadas haviam sido desenvolvidas e o Nautilus foi relegado a funções de treinamento.

A capacidade de percorrer o planeta sem que fosse detectado significava que navios militares e de carga inimigos estariam expostos a ataque por submarino a qualquer momento e em quase qualquer lugar dos oceanos da Terra. Com o tempo, os submarinos passaram a ser armados com mísseis dotados de ogivas nucleares. Alguns anos depois do Nautilus, a União Soviética, ameaçada, desenvolveu o seu submarino nuclear.

O desenvolvimento dos submarinos nucleares seguiu rota semelhante em ambas as nações - primeiro, foram desenvolvidos submarinos acionados por reatores nucleares, mas ainda não dotados de armamento nuclear. Depois, surgiram submarinos acionados por reatores e dotados de armas nucleares balísticas.

A URSS não colocou seu primeiro submarino nuclear em operação até 1958, e só promoveu sua primeira travessia até o Pólo Norte em 1962. O desenvolvimento de um submarino nuclear, da prancheta ao comissionamento, custou cinco anos de trabalho aos soviéticos. Os primeiros submarinos nucleares da URSS, como o K-19 (apelidado de "Fazedor de Viúvas"), apresentaram muitos defeitos e registraram diversos acidentes fatais. A União Soviética lançou seu primeiro submarino nuclear equipado com mísseis balísticos em 1960, no mesmo ano em que os EUA. Ao longo da Guerra Fria, a União Soviética continuou a produzir (e ainda o faz) submarinos diesel-elétricos armados de ogivas nucleares. 

A seguir, descobriremos como EUA e URSS colocaram seus submarinos nucleares em uso durante a Guerra Fria.

Eliminando o lixo nuclear

No começo, reatores nucleares eram despejados no oceano, quando não podiam mais ser usados. Agora, eles têm seu combustível nuclear removido em portos específicos. O combustível nuclear gasto é retirado do revestimento do reator, o que elimina a maior parte da radioatividade. Depois, as carcaças de reatores são enterradas em um depósito de lixo atômico. Os cascos dos navios podem ser reciclados, desmontados ou afundados.