Defesa e navegação

Para a blindagem, o Stryker começa com uma camada de aço de 1,27 cm de espessura de Kevlar laminado. Em cima dela há uma camada de blindagem cerâmica e algumas áreas externas também contam com placas de reforço de 3 milímetros de espessura. Combinadas, estas camadas protegem o veículo e sua tripulação de armas pesadas, até metralhadoras de 14,5 mm e de mísseis ar-solo de até 152 mm.

Estas tecnologias são projetadas para preparar o Stryker para batalhas com caminhões e veículos levemente blindados e pequenas armas disparadas por soldados a pé, mas elas não são suficientes para proteção contra um míssil como  uma granada propelida por foguetes (RPG). Como parte do projeto Stryker, a associação está trabalhando em uma cerâmica especial que protegerá p veículo dos RPGs, mas tal tecnologia ainda está em desenvolvimento.  Devido à predominância dos RPGs no conflito do Iraque, cada Stryker enviado para lá foi equipado com uma grossa gaiola de aço, conhecida como blindagem de lâmina, ao redor de toda sua superfície. Projetada como uma máscara de apanhador de beisebol, a gaiola é feita para parar os RPGs antes que eles atinjam a superfície do Stryker, fazendo com que sejam detonados antes de chegarem perto o bastante para danificar as placas de blindagem.


Foto cedida Exército Americano, do Espec. Clinton Tarzia
Stryker com blindagem de lâmina
Os soldados da Companhia B da 2ª Divisão de Infantaria, 5º Batalhão, 20º Regimento de Infantaria (Equipe de Combate da Brigada Stryker), conduz uma patrulha em Samarra, Iraque

Outras características também ajudam a manter o Stryker e sua tripulação seguros. Seus pneus são "run-flat". Eles contêm câmaras internas de borracha dura, que permitem que o Stryker se mantenha em movimento mesmo se os pneus estourarem. O Stryker também possui um sistema de auto-recuperação, que é um guincho de grande capacidade para que o veículo possa se puxar, caso fique preso em trincheiras profundas ou trilhos.

A Kidde Aerospace também desenvolveu um sistema de supressão de fogo para o veículo que usa automaticamente um extintor químico se perceber que há fogo no compartimento da tropa ou no motor. Isso é feito com um sistema de controle central conectado a cinco ou sete tanques que contém substâncias químicas anti-chama. Cada tanque é equipado com interruptores sensíveis à pressão, que ficam na frente de um retentor com hastes que passam por todo o tanque. A ação de queima de oxigênio de um incêndio causa uma mudança na pressão do ar, que dispara o interruptor. À medida que o interruptor se move, os retentores se estendem, movendo a haste e liberando substâncias química dos tanques. O sistema também pode ser ativado ou colocado em modo standby através do console de controle do Stryker.

Finalmente, o Stryker tem quatro lançadores de granada de fumaça M6, que permitem que ele desapareça atrás de uma cortina de fumaça.

Navegação
O Stryker é controlado por dois membros da tripulação: um piloto e um comandante do veículo. O assento do piloto é bem abaixo da escotilha. O piloto pode fazer todo seu trabalho dentro do veículo lacrado, graças aos três periscópios M-17 e um sistema de Melhoria de Visão do Piloto (DVE). Também encontrado em tanques Abrams M1A2, o DVE é um sistema de vídeo de computador sensível ao calor que permite que o piloto veja claramente através do escuro, neblina e poeira. O piloto tem um volante e um câmbio bem parecidos com os de um carro. Tecnologias como direção de potência assistida, freios anti-travamento e suspensão hidropneumática fazem com que o Stryker seja dirigido como um grande e poderoso automóvel.


Foto cedida Exército Americano, do Espec. Bill Putnam
Dentro de um Stryker
Espec. James Buzzard da 14ª Cavalaria dirige um veículo Stryker do USNS Sisler durante operações de transferências no Porto do Kuwait

O comandante do veículo tem um conjunto de sistemas de alta tecnologia para ajudar a pesquisar o campo de batalha e os planos de manobra. O comandante monitora sete periscópios M45, uma câmera de vídeo e um sistema de imagem térmico. Talvez o mais impressionante seja um terminal de computador conectado ao sistema de comunicação do FBCB2 (Comando, Brigada e Abaixo da Força de Batalha XXI). É uma rede de comunicação e transmissão de dados de segurança máxima, que conecta todos os veículos no campo de batalha e disponibiliza a informação que eles reúnem em tempo real, incluindo sistemas de avião teleguiado e escuta de reconhecimento. Isso não apenas fornece a cada veículo equipado com FBCB2 os dados mais atuais e precisos das localizações das tropas amigas e inimigas, mas também permite aos oficiais do exército em qualquer lugar do mundo monitorarem os acontecimentos como se eles estivessem no local.

Estes são os elementos comuns a todos os veículos do projeto Stryker. Agora vamos dar uma olhada no que faz cada tipo de Stryker único.