Não é exagero dizer que o lançamento do Sputnik revolucionou o mundo. Especialmente os Estados Unidos, que se sentiram pressionados a aumentar a pesquisa e desenvolvimento em indústrias que iam de construção de foguetes e desenvolvimento militar à ciência da computação. Embora fosse provável que os americanos tivessem investido pesadamente nesses campos havendo tempo suficiente, o Sputnik acelerou tudo isso.

Embora o pensamento de ficar atrás dos soviéticos na exploração do espaço fosse preocupante, outra ideia provocou ainda mais ansiedade. Se a URSS tinha descoberto um meio de lançar um satélite ao espaço, eles também deviam ser capazes de disparar um míssil transportando uma ogiva devastadora cruzando o globo até os Estados Unidos. A superioridade de sua Força Aérea não daria mais aos E.U.A. a vantagem em nenhum conflito futuro.
O presidente americano, Dwight Eisenhower, sabia sobre o Sputnik antes de seu lançamento. Ele e o restante do governo subestimaram o impacto que o envio do satélite ao espaço teria sobre o povo americano. O primeiro projeto de satélite dos E.U.A. - chamado Vanguard - tampouco ajudou a animar os espíritos americanos. Ele podia coletar dados científicos e transmitir informações de volta para Terra, tornando-o muito mais complexo que o Sputnik. Infelizmente, o veículo foguete do Vanguard sofreu uma falha grave no lançamento e o satélite foi destruído. Alguns meses depois, a equipe de engenheiros de Werner von Braun lançou com sucesso o Explorer I. A corrida espacial havia começado.

Enquanto o sucesso do Sputnik significou que os Estados Unidos ficaram atrás da União Soviética no início da corrida espacial, no fim, os EUA ultrapassaram a URSS. Os soviéticos foram bem sucedidos no lançamento do primeiro homem e da primeira mulher em órbita. Mas os americanos foram os únicos que obtiveram sucesso no pouso de astronautas na Lua. Embora o Sputnik tenha marcado o início da corrida espacial, o pouso da Apollo 11 na Lua foi o seu final.
O Sputnik não se destinava a durar muito tempo. Seu jogo de baterias tinha uma expectativa de vida de apenas algumas semanas. Depois de um pouco mais de três semanas em órbita, as baterias do satélite falharam. O satélite continuou a orbitar a Terra 1.440 vezes durante 92 dias. Em 4 de janeiro de 1958, o Sputnik se incendiou na reentrada da atmosfera da Terra [fonte: Russian Space Web]. |
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