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Robert Valdes - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Desafios
Falando de desafiosPara fazer isso tudo o governo federal norte-americano tinha que dar seu aval. No dia 1 de abril de 2004, o escritório de transporte espacial comercial da Administração de Aviação Federal (em inglês) emitiu a primeira licença de vôo suborbital tripulado para a Scaled Composites LLC.
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A criação de um tipo de espaçonave totalmente novo vem acompanhada de uma série de desafios. O engenheiro-chefe revela alguns dos obstáculos enfrentados pela equipe do Scaled na criação da SpaceShipOne.
"Vários desafios técnicos",diz Gionta, para resumir a experiência. E acrescenta:
"(Há) todo tipo de área que nunca investigamos a fundo antes. Vôo supersônico, jamais havíamos feito um avião supersônico . De fato, acho que nenhuma empresa pequena havia criado um avião supersônico antes. Assim, acredito que somos os primeiros a abraçar a aerodinâmica transônica com um grupo de pessoas tão pequeno."
 Foto cortesia da Scaled Composites, LLC A SpaceShipOne é submetida à inspeção pré-vôo antes de seu histórico vôo espacial em junho de 2002 |
O projeto de uma espaçonave capaz de viajar a velocidades superiores à do som tem características e requisitos únicos. Os projetistas devem prestar muita atenção ao desempenho, à aerodinâmica, a características das cargas, à estabilidade e ao controle de uma nave que foi feita para voar tanto em velocidade sônica quanto supersônica.
O equipamento necessário para criar e testar essa espaçonave não é obtido através qualquer tecnologia. E ele não é barato. Gionta explica:
"Nossa meta consistia em provar que o turismo espacial suborbital poderia ser realizado a um custo baixo, e assim sendo, tínhamos que optar pela solução menos sofisticada, porém mais robusta para qualquer problema que viesse a ocorrer, e sempre tentando reduzir os gastos. Era sonhar alto."
Muitas vezes a equipe do Scaled tinha que criar as ferramentas e os dispositivos necessários para fazer a SpaceShipOne funcionar. Por exemplo, Gionta explicou como o sistema de controle de reação reinventado da SpaceShipOne funciona:
"Quando estamos no espaço, apenas um sopro em determinada direção já provoca uma força de reação que nos impulsiona no sentido contrário. É isso o que (um sistema de controle de reação) faz. Dispomos de ar de alta pressão em ampolas estocadas na nave e soltamos um pequeno disparo de ar por cerca de um segundo, digamos, na ponta da asa direita que está para cima. Quando se está no espaço, isso é suficiente para trazer a ponta da asa para baixo. Assim, tal procedimento gira a nave de forma eficiente e isso é o seu controle quando você está no espaço. Naves e ônibus espaciais fazem a mesma coisa, só que em uma escala muitíssimo menor e de maneira bem mais econômica. Portanto, tivemos que desenvolver isso. Criamos um simulador completo da espaçonave, de base fixa, de modo que pudéssemos dimensionar nosso sistema de controle de reação.
Outros desafios surgiram no lançamento aéreo da espaçonave:
"... fazer o lançamento aéreo de outro veículo - outra coisa que nunca havíamos feito antes... Outras aeronaves (como o) B-52 lançam veículos regularmente, mas isso era algo novo para nós, portanto, era também um desafio. E deu certo. Até agora fomos bastante sortudos ou, sei lá, talvez saibamos o que estamos fazendo. Quem sabe?"
Na próxima seção analisaremos o programa espacial financiado com fundos da iniciativa privada que está produzindo a SpaceShipOne: o Tier One.