O acesso ao interior mais puro da rocha é crítico para entendermos a história da geologia de Marte e para respondermos ao que Bartlett descreve como "as grandes indagações" a serem esclarecidas pelas sondas: será que alguma vez já houve água - ou mesmo um ambiente apropriado para a vida - no planeta vermelho?
![]() Imagem cedida pela NASA |
Essas grandes indagações podem ser respondidas por uma máquina muito pequena: a RAT pesa apenas 68 g e usa menos energia (apenas 30 watts) que a maioria das lâmpadas. Seu tamanho é mais ou menos o de uma lata de refrigerante.
A RAT ocupa a torre, ou "mão" do braço robotizado da sonda, juntamente com outros instrumentos científicos para análise de rochas, um captador microscópico de imagens e espectrômetros de raio-X de partículas alfa Mössbauer (em inglês). O braço ágil, que tem ombro, cotovelo e pulso como um braço humano, pressiona a RAT contra a superfície da rocha.
Em apenas duas horas, a roda de esmerilhamento da RAT pode retirar um disco com cerca de duas vezes o diâmetro e espessura de uma moeda pequena de uma superfície rochosa dura. Duas escovas retiram a poeira resultante do buraco para a geração de uma superfície limpa para uma visão em close.
Depois que a superfície mais pura é exposta, o dispositivo de imagem e os espectrômetros assumem suas tarefas, espiando pela abertura para executarem uma análise detalhada do interior da rocha. Para que os cientistas possam aprender sobre os processos que podem ter desgastado a rocha, a sonda também registra leituras de temperatura e ventos a partir dos três motores da RAT, enquanto eles lixam a camada externa.