![]() Imagem cedida pela NASA |
A WEB é uma caixa isolada, que contém:
![]() Imagem cedida pela NASA Componentes da sonda |
Basicamente, qualquer coisa que não possa sobreviver a -100ºC está alojada dentro da caixa.
Ela se mantém aquecida por três mecanismos diferentes:
O computador de bordo
As sondas usam um RAD6000 computador produzido pela empresa BAE systems (em inglês). Este processador é quase idêntico, em arquitetura, a um antigo processador de PowerPC usado nos primeiros computadores Macintosh. Pelos padrões atuais, esses processadores são lentos. Eles operam a 20 megahertz, cerca de 1/100 da velocidade de um computador pessoal de hoje. Eles têm 128 kilobytes (KB) de RAM, 256 KB de memória flash e alguma memória ROM para manter o código de inicialização e o sistema operacional . Não existem drives de disco .
Embora sejam lentos e incrivelmente caros (US$ 200 a US$ 300 mil por computador), eles têm duas grandes vantagens:
Este computador torna a sonda muito mais confiável que um computador de mesa típico, porque nunca tem problemas nem corrompe dados.
O computador ajuda com gerenciamento de energia, processamento de imagem, controle do motor e gerenciamento de instrumentos. Ele também lida com a navegação. A sonda possui seis câmeras de navegação, arranjadas em três pares. O computador processa imagens em estéreo, a partir dos pares de câmeras. Ele usa algoritmos de visão binocular e pode identificar a distância e o tamanho das diferentes rochas no campo de visão. Usando essas informações, o computador pode construir um mapa de todos os obstáculos próximos e então desviar a sonda para evitá-los, ao se mover.
Energia
As sondas têm 1,3 metro quadrado de células solares de alta eficiência para o fornecimento de energia. Quando a sonda abre pela primeira vez os painéis, eles estão limpos, e ao meio-dia o sol está "forte", pelos padrões marcianos, por causa da estação. Os painéis produzem cerca de 140 watts, no máximo, ou cerca de 900 watts-horas no total por dia (com essa energia, você poderia manter uma lâmpada de 100 watts acesa por nove horas). Em outras palavras, o sol tem brilho suficiente para ativar os painéis solares por apenas cerca de seis horas por dia de Marte.
A energia gerada pelos painéis solares vai para os dispositivos que precisam dela (computador, motores, RAT, instrumentos, rádios, etc.). Qualquer energia excessiva é armazenada em duas baterias de lítio-íon de 28 volts, 10 ampères por hora.
![]() Imagem cedida pela NASA Uma das primeiras imagens da missão, mostrando o pedal do equipamento de aterragem da sonda e o horizonte de Marte |