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Marshall Brain - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Recursos da sonda
Quando a NASA
enviou os módulos de aterragem gêmeos Viking a Marte (em inglês) nos anos 70, esses tinham os três componentes básicos de qualquer robô interplanetário:
- podiam produzir a potência que precisavam para executar suas missões;
- podiam colher informações com seus sensores;
- podiam enviar as informações do sensor para a Terra.
A única coisa que esses módulos de aterragem não podiam fazer era mover-se, embora tivessem braços robóticos que podiam estender-se e escavar o solo.
A NASA resolveu o problema do movimento com a missão Pathfinder, em 1997 (em inglês). Uma pequena sonda (que pesava apenas 11 kg) conseguiu separar-se do módulo de aterragem e percorrer 5 metros para examinar rochas.
 Foto cedida pela NASA Duas gerações de sondas espaciais
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Os robôs MERs (Mars exploration rovers, ou veículos de exploração de Marte) são as maiores sondas que já aterrissaram com sucesso em outro planeta. Nesta missão, a NASA projetou os robôs MERs para agirem como geólogos mecânicos. Os instrumentos e equipamentos incluídos nas sondas visam, principalmente, examinar rochas.
As sondas têm os seguintes recursos:
- podem gerar energia com seus painéis solares e armazená-la em suas baterias;
- podem tirar fotografias estereoscópicas em cores da paisagem, com um par de câmeras de alta resolução montadas no mastro;
- também podem fazer leituras térmicas com um espectrômetro separado de emissão térmica que usa o mastro como periscópio.
 Foto cedida pela NASA O mastro da sonda
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- Os cientistas podem escolher um ponto da paisagem e a sonda vai até ele. As sondas são autônomas - guiam a si mesmas, porque o atraso de tempo para os sinais de rádio percorrerem a distância entre a Terra e Marte é grande demais para permitir que as sondas possam ser controladas por rádio. Três pares de câmeras em preto e branco na frente, na parte de trás e no mastro da sonda permitem que o robô veja suas adjacências e se desvie de obstáculos. As sondas têm seis rodas, com um motor em cada uma delas, para poderem locomover-se.
 Foto cedida pela NASA As rodas da sonda
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- As sondas podem usar uma broca, montada em um pequeno braço, para perfurar a rocha. Esta broca é conhecida, oficialmente, como ferramenta de abrasão de rochas (RAT).
 Imagem cedida pela NASA Concepção artística de uma das sondas usando a RAT em Marte
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 Imagem cedida pela NASA
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 Imagem cedida pela NASA
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- As sondas têm uma câmera com ampliação, montada no mesmo braço que a broca, que pode ser usada pelos cientistas para examinarem atentamente a estrutura detalhada de uma rocha.
- As sondas têm um espectrômetro de massa, capaz de determinar a composição de minerais que contêm ferro, nas rochas. Este espectrômetro também é montado no braço.
- Também no braço encontra-se um espectrômetro de raio-X de partículas alfa, que pode detectar partículas alfa e X-rays liberadas pelo solo e pelas rochas. Essas propriedades também ajudam a determinar a composição das rochas.
- Em três pontos diferentes da sonda existem magnetos montados. Partículas de poeira contendo ferro aderem aos magnetos, de modo que os cientistas podem observá-las com as câmeras ou analisá-las com os espectrômetros.
- As sondas podem enviar todos esses dados para a Terra, usando uma de três antenas de rádio diferentes.