As relações simbióticas não são raras. Veja a seguir alguns exemplos particularmente interessantes.
As embaúbas e as formigas astecas
As embaúbas têm troncos ocos e dentro deles elas produzem um líquido açucarado nutritivo para as formigas. As formigas astecas colonizam as árvores, preenchendo o tronco com milhões de formigas, que recebem abrigo e alimento da árvore. A árvore é vulnerável a trepadeiras, que podem crescer sobre ela, derrubando-a e sufocando-a. As formigas astecas patrulham a embaúba e usam suas mandíbulas para cortar as trepadeiras.

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Formigas astecas protegem sua casa em uma embaúba
O peixe limpador
Há muitos exemplos de peixes que proveitosamente limpam as bactérias parasitas e os fungos dos corpos (ou mesmo de dentro das bocas) de outros peixes. O peixe piloto, o peixe cliente, o bodião limpador e o peixe seniorita, todos comem parasitas de outras espécies, conseguindo ótima comida. Os outros peixes ganham proteção contra os danos que esses parasitas poderiam causar. Eles não somente interrompem comportamentos agressivos para permitir que os peixes limpadores façam seu trabalho, mas é sabido que mudam seu caminho para visitar os limpadores.
As relações de limpadores existem fora da água também. Garças, búfalos, tarambolas e anus de cabeça marrom, todos gastam boa parte de suas vidas em torno de outros animais. Os pássaros arrancam insetos, carrapatos e outros parasitas, para comer. As tarambolas pulam dentro das bocas de crocodilos para comer sanguessugas. Os animais (zebras, búfalos, javalis, gado doméstico) são mantidos limpos de insetos nocivos. Os pássaros limpadores também atuam como um sistema de alarme, avisando a seus hospedeiros quando o perigo está presente.
Pássaro indicador
Essa espécie de pássaro prefere comer cera e larvas de abelha, no entanto, ele não é grande o suficiente para abrir as colméias das abelhas. Para realizar a tarefa, ele encontra um mamífero próximo, às vezes um humano ou uma criatura semelhante a um texugo chamada ratel. O pássaro então saltita em volta para chamar a atenção e depois leva o seu "assistente" para a colméia. O assistente quer o mel e assim abre a colméia para comê-lo, expondo a cêra e as larvas para o pássaro.
A rizóbia
As plantas precisam de nitrogênio, nutriente vital para o crescimento saudável. No entanto, elas são desprovidas do mecanismo para extrair nitrogênio do ar. Elas podem conseguir o nitrogênio do solo, caso o solo seja fértil, mas o fornecimento pode facilmente ser esgotado. Em um perfeito exemplo do aspecto de "ferramenta da evolução" da simbiose, certas plantas encontraram outras espécies com capacidade para extrair (ou "fixar") nitrogênio do ar. Os legumes, uma família de plantas que inclui batatas, amendoins e muitos outros, ligam-se à bactéria rizóbia. A bactéria realmente cresce nos nódulos sobre as raízes dos legumes. O legume fornece a energia necessária para a rizóbia quebrar as fortes ligações químicas no nitrogênio livre. A rizóbia produz nitrogênio para a planta, o bastante para manter o solo das redondezas fértil por anos.
A teoria de Gaia, popularizada nos anos 70, sugere que a própria Terra é um organismo vivo que existe em simbiose com todas as outras formas de vida que nela vivem. Essa teoria é usada para explicar o ambiente relativamente estável na Terra, que permite que a vida floresça. Temperaturas, composição atmosférica, suprimentos de alimentos - tudo pode variar muito de um lugar para o outro e ao longo do tempo, mas tendem a girar em torno de pontos centrais. Uma das definições mais aceitas da vida inclui a capacidade de reprodução. Alguns defensores da teoria de Gaia sugerem que Gaia pode, de fato, ser capaz de reproduzir. Os humanos agora são capazes de deixar a Terra, e podemos estar somente a poucas décadas da capacidade para viajar para outros planetas. Colonos em Marte seriam como sementes, disseminando a biosfera da Terra para outros mundos. |