Tradicionalmente, a simbiose é definida como uma relação mutuamente benéfica envolvendo contato físico muito próximo entre dois organismos que não são da mesma espécie. A maioria dos biólogos ainda adere a esta definição. Alguns biólogos, no entanto, consideram que qualquer relação entre espécies envolvendo freqüente contato íntimo é simbiose, não importando a qual organismo ela beneficie. Isso inclui o comensalismo, no qual um organismo se beneficia e o outro não é muito afetado, e o parasitismo, no qual um organismo se beneficia e o outro é prejudicado. Nesse artigo vamos nos concentrar na simbiose mutuamente benéfica.

A parte da definição que fala de "contato físico íntimo" assume maior importância se a analisarmos mais de perto. Na maioria dos casos, isso é absolutamente objetivo - um organismo pode fazer sua morada diretamente no corpo de outro organismo, ou mesmo viver dentro dele. Mas os biólogos também consideram a relação bioquímica entre dois organismos. Se eles estiverem gerando e compartilhando enzimas, proteínas, gases ou outras substâncias químicas, também podem ser considerados simbiontes.
Os endosimbiontes vivem dentro de outro organismo. E quando dizem "dentro", os biólogos realmente querem dizer "dentro" - no meio das células ou dentro dos tecidos do corpo (como o platelminto acoel). Os endosimbiontes vivem no corpo de outro organismo (note que os organismos que vivem dentro do trato digestivo de outro organismo são considerados ectosimbiontes. Aparentemente, viver nos intestinos de alguém não qualifica uma relação como suficientemente íntima para que os biólogos os chamem de endosimbiontes).
![]() Rich Reid/National Geographic/ Getty Images Sharp-scaly Pholiota (Pholiota spuarrosoides) mushroom Muitas variedades de micorriza vivem em íntima associação com árvores e outras plantas, atraindo nutrientes do subsolo e fornecendo-os à árvore em troca do compartilhamento da energia (na forma de açúcares) produzida pela fotossíntese da árvore. Os cogumelos e os cogumelos venenosos, normalmente vistos em torno das bases das árvores, na realidade são os órgãos reprodutivos de uma vasta rede de fungos subterrâneos de que as plantas se utilizam para conseguir nutrientes com mais eficiência. |