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Gary Brown - traduzido por HowStuffWorks Brasil
O que há dentro de um satélite comum?
Satélites se apresentam em todas as formas e tamanhos e desempenham uma variedade de funções. Por exemplo:
- Satélites meteorológicos - ajudam os meteorologistas a prever o tempo ou ver o que está acontecendo naquele momento. Satélites meteorológicos podem ser o TIROS, COSMOS e os satélites GOES. Os satélites geralmente possuem câmeras que podem tirar fotografias do clima da Terra, tanto a partir de um ponto geoestacionário fixo como de órbitas polares.
- Satélites de comunicações - permitem que dados de conversação e telefone possam ser retransmitidos através de um satélite. Satélites de comunicações abrangem o Telstar e o Intelsat. O elemento mais importante em um satélite de comunicações é o transponder, um rádio que recebe a conversação em uma freqüência, a amplifica e a retransmite para a Terra em outra freqüência. Um satélite normalmente possui centenas ou milhares de transponders. Satélites de comunicações são geralmente geossíncronos.
- Satélites de transmissão - enviam sinais de televisão de um ponto a outro (similar aos satélites de comunicação).
- Satélites científicos - executam uma variedade de missões científicas. O telescópio espacial Hubble é um dos mais famosos satélites científicos, mas existem vários outros observando de tudo, desde manchas solares a raios gama.
- Satélites de navegação - ajudam navios e aviões a navegar. Os mais famosos são os satélites GPS NAVSTAR.
- Satélites de resgate - respondem a sinais de rádio pedindo por socorro (leia esta página - em inglês - para maiores informações).
- Satélites de observação terrestre - examinam o planeta, buscando alterações, desde temperatura e desmatamento até a cobertura da calota polar. Os mais famosos são os da série LANDSAT.
- Satélites militares - estão lá em cima, mas muitas das suas verdadeiras aplicações permanecem em segredo. As possibilidades de coleta de informações usando eletrônica de alta tecnologia e sofisticado equipamento de reconhecimento fotográfico são ilimitadas. Suas aplicações incluem:
Apesar das diferenças significativas entre todos esses satélites, eles têm muitas coisas em comum. Por exemplo:
- todos eles têm uma estrutura e corpo de metal ou material composto, usualmente conhecido como barramento. O barramento mantém todas as partes unidas no espaço e fornece resistência suficiente para sobreviver ao lançamento;
- todos têm uma fonte de energia (geralmente células solares) e baterias para armazená-la.
Um conjunto de células solares fornece energia para recarregar as baterias. Projetos mais recentes incluem o uso de células combustível. Na maioria dos satélites a energia é cara e muito limitada. A energia nuclear tem sido usada em sondas espaciais para outros planetas (leia esta página para maiores informações). Sistemas de energia são constantemente monitorados, e informações sobre o suprimento de energia e outros sistemas internos são enviados a estações na Terra em forma de sinais de telemetria.
- Todos possuem um computador de bordo para controlar e monitorar os diferentes sistemas.
- Todos têm um sistema de rádio e uma antena. A maioria dos satélites tem, no mínimo, um rádio transmissor/receptor para que a equipe de terra possa requerer informações sobre as condições do satélite e monitorar seu estado. Muitos satélites podem ser controlados em terra de várias maneiras, podendo fazer qualquer coisa, desde mudar a órbita até reprogramar o sistema do computador.
- Todos eles têm um sistema de controle de altitude (ACS). O ACS mantém o satélite apontado na direção certa.
O telescópio espacial Hubble possui um sistema de controle bastante elaborado, de forma que o telescópio possa apontar para a mesma posição no espaço por horas ou dias a cada vez (apesar do fato de que o telescópio viaja a uma velocidade de 27.359 km/h - 17.000 milhas por hora). O sistema contém giroscópios, acelerômetros, um sistema de reação de estabilização de rotação, propulsores e um conjunto de sensores que observam estrelas guia para determinar sua posição.