O que é um satélite?

Autor: 
Gary Brown

Um satélite é basicamente qualquer objeto que dá voltas em torno de um planeta em um trajeto circular ou elíptico. A Lua é o satélite natural e original da Terra, mas existem muitos outros, feitos pelo homem (artificiais), geralmente próximos à Terra.

  • A trajetória que um satélite segue é uma órbita. Em uma órbita, o ponto mais longínquo da Terra é o apogeu, e o mais próximo é o perigeu.
  • Satélites artificiais não são geralmente produzidos em massa. A maioria deles é construída especialmente para executar funções planejadas. As exceções são os satélites de GPS (com mais de 20 em órbita) e os satélites Iridium (acima de 60 orbitando o planeta).
  • Aproximadamente 23 mil resíduos de lixo espacial (objetos grandes o bastante para serem rastreados por radar, inadvertidamente postos em órbita ou que se tornaram obsoletos) estão flutuando acima da Terra. O número real varia, dependendo da agência que faz a contagem. Cargas que entram na órbita errada, satélites com baterias exauridas e restos de estágios propulsores de foguetes, todos contribuem para esse número. Este catálogo online de satélites (em inglês) têm quase 26 mil registros.

Embora qualquer coisa que esteja em órbita em volta da Terra seja tecnicamente um satélite, esse termo é tipicamente usado para descrever um objeto útil colocado em órbita com o propósito de executar uma missão ou tarefa específica. Nós normalmente ouvimos falar de satélites meteorológicos, de comunicação e para programas científicos.

De quem foi o primeiro satélite a entrar em órbita na Terra?

O satélite soviético Sputnik foi o primeiro a orbitar a Terra, lançado em 4 de outubro, de 1957.


Imagem cedida pela NASA
Sputnik 1, o primeiro satélite, mostrado aqui com suas quatro antenas-chicote

Reflexão pessoal: Sputnik, 4 de outubro, de 1957

As transmissões do Sputnik extinguiram-se juntamente com sua bateria após somente três semanas, mas seus efeitos repercutiram por décadas. Como um estudante do quinto ano, testemunhei o rebuliço causado pelo lançamento do Sputnik. Reportagens nos noticiários mostraram que muitas pessoas nos Estados Unidos estavam constrangidas ao ver a União Soviética alcançar um feito científico, e ao mesmo tempo com medo de que um país estrangeiro tivesse posto algo perigoso no espaço (leia estas
histórias sobre o Sputnik - em inglês). O desenvolvimento dos foguetes soviéticos parecia muito adiantado em relação aos esforços dos Estados Unidos. A pressão para lançar um satélite americano ao espaço começou imediatamente. Escolas e universidades americanas logo foram abarrotadas com novos livros de ciências. Um efeito colateral, que teve um impacto direto em muitos estudantes como eu, foi o aumento das tarefas de casa na matéria de ciências, dando uma dimensão pessoal a essa advertência nacional.

Em virtude do sigilo do governo soviético na época, nenhuma fotografia foi tirada deste famoso lançamento. O Sputnik era uma bola metálica de 58 cm e 83 kg. Embora tenha sido uma realização extraordinária, o conteúdo do Sputnik parece bem escasso pelos padrões atuais:

Do lado de fora do Sputnik, quatro antenas-chicote transmitiam em ondas curtas, em freqüências acima e abaixo do que hoje é conhecido como faixa do cidadão (27 MHz). De acordo com o Space Satellite Handbook, de Anthony R. Curtis:

    Após 92 dias, a gravidade prevaleceu e o Sputnik queimou na atmosfera terrestre. Trinta dias depois do lançamento do Sputnik, uma cadela chamada Laika orbitou em um satélite Sputnik de meia tonelada com um suprimento de ar. Esse satélite queimou na atmosfera em abril de 1958.

O Sputnik é um bom exemplo da relativa simplicidade de um satélite. Como veremos mais adiante, os satélites atuais são geralmente bem mais complexos, mas a idéia básica continua sendo simples.