
A maioria das rãs têm olhos grandes e esbugalhados posicionados perto do topo da cabeça. Isso oferece à rã um amplo campo de visão e ajuda a compensar sua incapacidade de virar a cabeça. Mas não existe grande sobreposição entre o que uma rã pode ver com o olho esquerdo e o que pode ver com o olho direito. Isso significa que elas não têm tanta percepção de profundidade quanto outros animais, o que torna a capacidade de algumas espécies de apanhar presas com as línguas ainda mais espantosas. A maioria das rãs também dispõem de uma membrana nictitante, ou uma película firme que recobre e protege os olhos quando a rã está sob a água.
Os olhos das rãs também desempenham papel importante em sua alimentação. As rãs não possuem a estrutura craniana ou os músculos necessários para mastigar alimentos. Em vez disso, precisam engolir suas presas rapidamente porque, diferentemente dos seres humanos, sua língua geralmente não fica presa à parte de trás de sua boca. Isso significa que uma rã não pode usar a língua para empurrar alimentos garganta abaixo. Por isso, quando uma rã engole, seus olhos se retraem para dentro do crânio a fim de ajudar a empurrar a comida para o estômago.

Muitas rãs, especialmente machos, têm cordas vocais e um pedaço de pele conhecido como saco vocal na parte dianteira de suas gargantas. É esse saco que permite que coaxem, piem ou sibilem. A rã inspira e o saco vocal se enche de ar, fazendo com que se infle como um balão. Com a boca fechada, a rã força o ar a escapar do saco e passar por suas cordas vocais repetidamente, o que gera um som alto e repetitivo. As rãs que não têm cordas vocais podem usar uma aspiração forçada de ar para fazer um som de clique.
Na maioria das vezes, o ruído tem relação com o acasalamento. A seguir, estudaremos o processo de acasalamento das rãs, que pode durar dias, e a metamorfose que transforma girinos em rãs.
Com exceção da Antártida, há anuros vivendo em todos os continentes do planeta e eles aparecem em histórias e contos de fadas de diversas culturas do mundo. Uma lenda comum no Ocidente é a do príncipe transformado em sapo - a princesa fica desapontada porque deve se casar com um sapo, mas quando o beija, ele se transforma em príncipe. Essa idéia de que sapos podem mudar de forma deriva da metamorfose natural de girinos em sapos. Em algumas culturas, os sapos também representam a fertilidade, provavelmente devido ao ruído que fazem na temporada de acasalamento, bem como ao imenso número de ovos que certas fêmeas podem produzir. Ao mesmo tempo, a aparência enrugada e ocasionalmente repulsiva de alguns sapos pode ter resultado em sua aparição como companheiros das bruxas em contos de fadas e peças como "Macbeth". |