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| sapos e rãs | ||

Mas a necessidade de água dos anuros não se esgota quando eles estão em terra. Os sapos recebem quase toda a água que utilizam (e parte de seu oxigênio) através da pele e esse processo só funciona caso a pele se mantenha úmida. Se a pele de um sapo secar, ele não será capaz de receber oxigênio suficiente ou de eliminar o dióxido de carbono no volume necessário e, conseqüentemente, morrerá.

Por isso, não é surpresa saber que os anuros tiveram de passar por algumas adaptações interessantes a fim de suprir sua necessidade permanente de água. Por exemplo, as rãs de gestação gástrica (atualmente extintas) engoliam seus ovos. Elas paravam de comer e de digerir enquanto seus filhotes se desenvolviam. Os bebês rãs, em seguida, saíam ao mundo pela boca de suas mães.
As rãs de dardos venenosos que vivem em certas porções da América Central e de Porto Rico depositam seus ovos na terra, e os machos os mantêm úmidos com urina. Quando a chocagem dos ovos termina, a mãe leva cada girino nas costas a uma poça individual de água, recolhida entre o caule e as folhas de uma planta. Enquanto os girinos crescem, suas mães os alimentam com ovos.
Mas as adaptações dos anuros não se limitam à água ou à reprodução. Eles vivem na Terra há cerca de 200 milhões de anos e, ao longo desse tempo, desenvolveram diversas formas de se defender, de toxinas mortíferas à capacidade de sobreviver a congelamentos. Você descobrirá mais sobre essas e outras adaptações neste artigo.
Um inédito mapeamento latino-americano de áreas onde vivem sapos, rãs e pererecas, feitos por pesquisadores da Unicamp, mostra que para 700 espécies mais ameaçadas de extinção, o continente deve adotar políticas de preservação em 66 regiões. No Brasil, elas estão no litoral da região Sudeste e da Bahia, no interior do Paraná e no norte da Amazônia. |