A Marinha dos EUA tem um codinome para a "captura, roubo ou perda de uma arma nuclear ou componente" - a situação é definida como "Broken Arrow" (essa situação é mostrada no filme "A Última Ameaça", dirigido por John Woo e estrelado por John Travolta em 1996). Perceba que a definição da marinha inclui tanto uma a arma nuclear em si quanto os componentes de uma arma. Por que é importante estabelecer uma distinção entre as partes de uma bomba e seu todo?

Existe a possibilidade de que alguém roube uma bomba nuclear inteira, mas isso não seria muito provável. Como você pode ver nesse artigo, amas nucleares intactas não são algo que se possa enfiar no bolso e sair caminhando. Trata-se de objetos grandes e facilmente reconhecíveis, de modo que os responsáveis pela segurança de um arsenal nuclear teriam de ser muito incompetentes para permitir que alguém conseguisse roubar uma bomba dessas.
Cenário muito mais provável envolveria uma ou mais pessoas roubando diferentes componentes necessários a uma bomba e os montando de modo a produzir uma arma funcional. Com as informações e os materiais adequados, bombas de eficiência variada poderiam ser produzidas. Uma recente violação de segurança no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos EUA, em novembro de 2006, levou as autoridades a se preocupar com a possibilidade de que um funcionário tivesse fornecido a terceiros informações sobre controles especiais de acesso que permitiriam a detonação de uma bomba [fonte: CBS News (em inglês)].
O elemento mais importante de que um terrorista necessitaria seria o principal ingrediente de uma arma nuclear: urânio altamente enriquecido (HEU), plutônio, ou ambos. Da mesma maneira que uma bomba nuclear intacta, no entanto, essas duas substâncias não são algo que se possa roubar facilmente. Nem o HEU, nem o plutônio existem na natureza, e sua produção é muito dispendiosa e difícil. No entanto, tanto os Estados Unidos (em inglês) quanto a Rússia (em inglês) mantiveram grandes estoques de plutônio retirado de armas nucleares desmanteladas, e ambos dispõem de "excedentes" de HEU. Essas quantidades imensas de material nuclear são utilizadas, ou existem planos de utilizá-las, em usinas ou centros de pesquisa de energia nuclear, o que agrava o risco de roubo de informações ou materiais caso medidas apropriadas de segurança não sejam tomadas.

A fim de obter o volume de plutônio ou urânio necessário a obter massa supercrítica - o ponto além do qual o material está comprimido de maneira a criar uma reação nuclear descontrolada - também é necessária certa quantidade de explosivos convencionais, como o TNT. Adquirir TNT e um detonador seria provavelmente a parte fácil na construção de uma bomba nuclear. Construir ou produzir um revestimento metálico para abrigar os componentes internos da bomba seria o último passo básico importante.
Ainda que em determinado nível seja possível que todas essas etapas, e muitas outras, mais complicadas, sejam superadas para possibilitar o sucesso, uma pessoa determinada a adquirir uma bomba ou seus componentes teria de ser extremamente poderosa, bem informada e capacitada, para conseguir sucesso. Seria impossível realizar a tarefa sozinho, já que uma equipe técnica seria necessária para montar a arma. Isso pode parecer fácil no cinema, mas na prática é muito mais difícil.
Para mais informações sobre segurança em torno de uma bomba nuclear veja a próxima seção.