Desde os bombardeios a Hiroshima (em inglês) e Nagasaki e da corrida de armas nucleares que se seguiu a eles, a segurança e a proteção das armas nucleares são um tema que fascina a muitas pessoas. A idéia de que alguém possa roubar armas perigosas e utilizá-las contra alvos encontrou espaço em numerosos romances, filmes de suspense e programas de televisão. É uma trama conhecida: o vilão rouba uma bomba nuclear e cabe ao herói capturá-lo e desarmar a bomba. Mais de uma temporada do popular seriado "24 horas" girava em torno de material nuclear roubado. Vemos situações como essa o tempo todo na cultura popular, mas será que é fácil roubar uma arma nuclear no mundo real?

Quando acabou a guerra fria entre os Estados Unidos (em inglês) e a Rússia (em inglês), no começo dos anos 90, a ameaça de desastre nuclear parecia ter se atenuado. Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 mudaram essa interpretação. Quando terroristas seqüestraram quatro jatos de passageiros e usaram dois deles para destruir o World Trade Center, em Nova York (em inglês), foram renovados os temores quanto à possibilidade de que material nuclear roubado viesse a ser utilizado em ataques futuros.
Dados dos serviços de inteligência demonstram que esses temores não são completamente infundados. As autoridades da Rússia, país equipado com um vasto arsenal de armas nucleares e materiais usados na produção de bombas, reportaram centenas de tentativas de contrabando depois de setembro de 2001. As autoridades dos EUA e a CIA reconheceram ter identificado complôs terroristas cujo objetivo era obter informações nucleares.
Até que ponto essas tentativas de se obter material nuclear eram sérias? Será que alguém conseguiria roubar uma arma nuclear completa, ou seria mais fácil roubar componentes e montar uma bomba? E quanto a armas desaparecidas? Devemos nos preocupar apenas com bombas ou existem outras armas que poderiam ser usadas? Neste artigo, estudaremos o nível de segurança dos arsenais nucleares mundiais e até que ponto a situação se assemelha à que os filmes nos mostram.