Controlando o robonauta

Embora o robonauta seja colocado fora da espaçonave para fazer reparos ou novas construções, um astronauta dentro da nave o controlará remotamente. O astronauta utilizará capacete e luvas, e o robonauta imitará os seus movimentos. Se o astronauta olhar para cima, a cabeça do robonauta fará a mesma coisa. À medida que o astronauta gira sua cabeça, tudo o que as câmeras do robonauta estiverem focalizando será exibido dentro do capacete que está controlando os movimentos da cabeça do robô. Essa forma de controle remoto é chamada de telepresença, que virtualmente coloca o astronauta no local do trabalho em uma espaçonave sem que ele esteja realmente fora dela.

Robonauta
Nasa
Os pesquisadores da NASA demonstram um protótipo do capacete que controlará os movimentos da cabeça do robonauta

O principal objetivo do robonauta é fazer o que os seres humanos não conseguem - sair rapidamente de uma espaçonave para um ambiente sem oxigênio. Ele pode deixar a espaçonave na mesma fração do tempo que um astronauta consegue. Em uma situação de emergência, quando o tempo é crucial para a sobrevivência, o robonauta poderia salvar vidas de futuros viajantes espaciais. O uso do robonauta no espaço não será limitado. Ele também poderia ser utilizado, na Terra, em locais perigosos para o homem, como vulcões e usinas nucleares.

O robonauta será equipado com processadores PowerPC, que foram usados em outras aplicações espaciais. Os processadores executarão o sistema operacional VxWorks em tempo real. A NASA afirma que essa combinação oferece computação flexível e que pode suportar atividades de desenvolvimento variadas. O software do sistema é escrito em C e C++. O software ControlShell é usado para auxiliar no processo de desenvolvimento e fornece um ambiente de desenvolvimento gráfico, que aumenta a compreensão dos pesquisadores em relação ao sistema e ao código.

Com a evolução da tecnologia na informática, o robonauta um dia poderia ser visto como o início do controle da robótica da indústria espacial. Os robôs com inteligência artificial, não o homem, poderiam ser os primeiros exploradores a andarem em outros planetas em nosso sistema solar.