Uma das possibilidades mais assustadoras ao viajar pelo Rio Nilo é se deparar com um crocodilo. Os crocodilos do Nilo normalmente comem peixe, embora sejam conhecidos por variarem o cardápio. Na verdade, são considerados responsáveis pela morte de aproximadamente 200 homens anualmente [fonte: National Geographic]. Esse animal cruel tem cerca de 6 metros de comprimento e pesa 748,4 kg. No entanto, ele não é tão insensível. Os crocodilos são extremamente delicados e atenciosos com seus ovos e filhotes, ao contrário de muitos outros répteis (em inglês), que depositam os ovos e os largam entregues à própria sorte.

Os caçadores quase provocaram a extinção dos crocodilos do Nilo nos anos 60, mas a espécie reapareceu graças aos trabalhos de proteção. Um crocodilo em particular continua aterrorizando as pessoas que vivem junto ao rio Rusizi, em Burundi (em inglês). Acredita-se que "Gustavo", como a população local o conhece, seja responsável pela morte de centenas de pessoas. O réptil ainda está solto. Patrick Faye, que acompanha Gustavo, afirma que esse terror é o resultado direto da agitação social e política na região. De acordo com ele, as autoridades simplesmente têm outros problemas mais importantes, por isso, por enquanto, encontrar Gustavo não é uma prioridade.
Os crocodilos não têm mais que brigar pelo espaço com os hipopótamos na parte egípcia do Nilo. O hipopótamo é nativo da região e, por muito tempo, foi venerado pelos egípcios antigos (em inglês). Apesar da grande fama de criatura amável e engraçadinha, o hipopótamo é, na verdade, violento e destruidor, geralmente conhecido por afundar barcos de pesca e destruir plantações.
Os egípcios antigos acreditavam que o hipopótamo possuía poderes espirituais, além de sua natural força física. Em virtude disso, o animal foi bem representado na religião e na arte egípcia. Ele não vive mais no Egito, embora sua imagem como uma criatura violenta e apavorante seja inconfundível na região. O hipopótamo, atualmente, vive no sul da África subsaariana e no leste central da África.
Embora possam parecer minúsculos, os mosquitos são uma verdadeira ameaça para os moradores e visitantes da região do Rio Nilo. De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), a malária é um risco muito pequeno nas áreas muito populosas e visitadas do Egito (em inglês), por isso, os turistas não são obrigados a tomar a vacina contra malária (em inglês) antes da viagem. Entretanto, mosquitos e outros insetos ainda representam outras ameaças.
As pessoas são outro grande obstáculo aos viajantes na região do Rio Nilo. Como já mencionamos, a reviravolta social e política deixou algumas áreas da África turbulentas. Na verdade, a expedição que determinou a última nascente do rio encontrou muita hostilidade no norte da Uganda (em inglês), uma região destruída pela guerra. Os rebeldes ugandenses mataram um membro da equipe de expedição, enquanto os outros conseguiram escapar por pouco.
O CDC considera o risco de malária tão baixo na África do Norte que os visitantes não são obrigados a tomar a vacina antes de viajar. No entanto, essa não é a única ameaça. O CDC recomenda que as pessoas que pretendem viajar para a região levem medicamentos anti-diarréicos (em inglês), pastilhas de iodo e filtros de água para purificar a água potável, além de lenços antibacterianos ou desinfetante à base de álcool para as mãos. A picada de mosquitos e de outros insetos pode transmitir doenças graves. Para evitar que contraiam doenças como filariose, dengue e leishmaniose, o CDC recomenda aos viajantes que usem calças compridas e camisas de manga longa leves; repelentes que contenham inseticida piretróide; e mosquiteiros tratados com permetrina. |