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Jane McGrath - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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A descida do ônibus espacial
A descida do ônibus espacial
Reentrar na Terra depende basicamente de controle de atitude. E isso não significa que os astronautas precisem manter uma atitude positiva (ainda que isso sempre ajude). Em lugar disso, o controle de atitude do qual estamos falando é uma referência ao ângulo no qual a espaçonave voa. Eis uma descrição da descida de um ônibus espacial:
- Saída da órbita: para desacelerar a espaçonave de sua velocidade orbital extrema, ela se vira e por algum tempo efetivamente voa de costas. Os propulsores de manobra orbital (OMS) em seguida retiram o veículo da órbita e o encaminham à Terra.
- Descida pela atmosfera: depois que sai com sucesso de órbita, o ônibus espacial volta a voar com o nariz para a frente, e entra na atmosfera com a barriga para baixo (como uma barrigada em mergulho de piscina), a fim de aproveitar o arrasto gerado por seu fundo rombudo. Computadores elevam o nariz a um ângulo de ataque (ângulo de descida) de cerca de 40 graus.
- Pouso: se você assistiu ao filme "Apollo 13", talvez se lembre de que os astronautas retornam à Terra em seu módulo de comando e pousam no oceano, onde são recuperados pela marinha. Hoje, os ônibus espaciais são mais parecidos com aviões, e pousam como eles. Assim que a nave desceu o suficiente, o comandante desativa os computadores de voo e toma o comando para um voo planado até uma pista de pouso. Quando a espaçonave atinge o solo, um pára-quedas é usado para desacelerá-la.
A viagem de volta à Terra é muito quente. Em lugar dos materiais ablativos usados na Apollo, os ônibus espaciais modernos dispõem de materiais especiais que resistem ao calor e de placas isolantes capazes de enfrentar o calor da reentrada.
- Carbono Carbono Reforçado (RCC): esse material composto reveste o nariz e os bordos das asas, que enfrentam as temperaturas mais altas. Em 2003, o RCC da Columbia foi danificado no lançamento, e isso levou à queima da espaçonave quando da reentrada, com a morte de todos os sete tripulantes.
- Isolamento de superfície reutilizável para altas temperaturas (HRSI): essas placas negras de sílica são instaladas nos fundos do ônibus espacial e em diversos outros lugares que podem atingir temperaturas de até 1.260°C.
- Isolamento Fibroso Refratário Composto (FRCI): essas placas negras substituíram o HRSI em muitas posições porque são mais fortes, mais leves e resistem mais ao calor.
- Isolamento de Superfície Reutilizável para Baixas Temperaturas (LRSI): essas placas de sílica branca são menos espessas que as placas HSRI e protegem diversas áreas contra temperaturas de até 649°C.
- Isolamento de Superfície Flexível Reutilizável Avançado (AFRSI): Feito de um tecido de sílica de vidro, ele é um cobertor externo instalado na seção dianteira superior do ônibus espacial para resistir a temperaturas de até 816°C. Ao longo dos anos, ele substituiu boa parte do material LRSI do ônibus espacial.
- Isolamento de superfície reutilizável de feltro (FRSI): o material sustenta temperaturas de até 371°C e é feito de feltro Nomex tratado para resistir ao calor ( o material é usado para os trajes protetores dos bombeiros).
Lembretes amargos
Da mesma maneira que o desastre do Challenger em 1986 nos lembrou de o quanto os lançamentos de ônibus espaciais são perigosos, o desastre do Columbia nos lembrou o quanto é perigoso reentrar na atmosfera. Em 2003, o ônibus espacial Columbia e seus sete tripulantes foram incinerados ao retornar à Terra. Depois da investigação, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos EUA descobriu que danos na asa esquerda (ocorridos durante o lançamento) haviam permitido a entrada de ar quente durante a reentrada e levado a nave a perder o controle e queimar. |
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