O objetivo dos pára-raios normalmente é mal compreendido. Muitas pessoas acreditam que eles "atraem" os relâmpagos, ao passo que é melhor dizer que eles fornecem um caminho de menor resistência até o solo, que pode ser usado para conduzir as enormes correntes elétricas quando ocorrem as descargas dos relâmpagos. Se cai um raio, o sistema tenta tirar a corrente elétrica perigosa da estrutura e levá-la seguramente para o solo. O sistema tem a capacidade de lidar com enormes correntes elétricas. Se a descarga do relâmpago atingir um material que não é bom condutor, esse material sofrerá um grande dano por causa do calor. O sistema de pára-raios é um excelente condutor e, por isso, permite que a corrente flua para o solo sem causar nenhum dano por causa do calor.
O relâmpago pode "pular". Esse "pulo" está associado ao potencial elétrico do alvo da descarga do relâmpago em relação ao potencial da Terra. O relâmpago pode ocorrer e então "procurar" um caminho de menor resistência, pulando para objetos ao redor que forneçam melhores caminhos para o solo. Se o relâmpago acontecer perto do pára-raios, o sistema terá um caminho de resistência muito baixa e poderá então receber um "pulo", desviando a corrente da descarga para o solo antes que ele cause ainda mais danos.
Como você pode ver, o objetivo do pára-raios não é atrair os raios, mas sim fornecer uma opção segura para eles. Isso pode parecer meio chato, mas não será se você levar em conta que os pára-raios só se tornam importantes no momento em que um raio cai ou imediatamente após. Independentemente da existência ou não de um pára-raios, a descarga do relâmpago ainda acontecerá.
Se a estrutura que você está tentando proteger estiver ao ar livre, numa área plana, normalmente você usará um sistema de proteção contra relâmpagos que tenha um pára-raios bastante alto, mais alto do que a estrutura a ser protegida. Se a área estiver em um forte campo elétrico, o pára-raios alto pode começar a enviar descargas conectantes positivas, na tentativa de dissipar o campo elétrico. Embora não se possa garantir que o pára-raios sempre vá conduzir o relâmpago que foi descarregado numa área próxima, a probabilidade é grande. Novamente, o objetivo é fornecer um caminho de baixa resistência até o solo numa área que tenha a possibilidade de receber a descarga de um relâmpago. Essa possibilidade vem da força do campo elétrico gerado pelas nuvens de tempestade.