![]() © istockphoto.com / Melodie Sheppard As salamandras regeneram membros perdidos com fibroblastos |
Depois da fase inicial, a massa de fibroblastos se desenvolve como blastema; o blastema com o tempo se tornará a parte regenerada do corpo. Os pesquisadores descobriram recentemente que a expressão da proteína chamada nAG deflagra o crescimento dos blastemas [fonte: Kumar et al]. O blastema é como que uma massa de células-tronco humanas, no sentido de que tem o potencial de crescer na forma de diversos membros, órgãos e tecidos. Mas como o corpo da salamandra sabe o que precisa ser substituído? O código genético do blastema contém uma memória posicional sobre a localização e o tipo da parte perdida. O dado fica abrigado nos genes Hox das células de fibroblastos [fonte: Muneoka, Han and Gardiner].
Enquanto isso acontece, capilares e vasos sanguíneos se regeneram no blastema. À medida que os blastemas se dividem e multiplicam,a massa resultante se torna um broto de células não diferenciadas. A fim de fazer dele um membro, cauda ou outra parte de corpo funcional, é preciso que receba estímulos nervosos [fonte: Kumar et al]. No entanto, quando as salamandras perdem as caudas, perdem não só carne mas também nervos. Isso significa que a regeneração dos axônios nervosos está acontecendo no local do ferimento, ao mesmo tempo em que a regeneração de tecidos, ossos e músculos.
De lá, as células se diferenciam e criam a parte do corpo apropriada. Como parte daquela memória posicional das células de fibroblastos, o blastema sabe como crescer na sequência certa a fim de evitar regeneração defeituosa. Por exemplo, se uma salamandra perder um pé na altura do tornozelo, o blastema se desenvolve em forma de pé, e não de perna inteira.