![]() © istockphoto.com / Janusz Gniadek Os pesquisadores se inspiram na salamandra, um animal de sangue frio, para determinar como os seres humanos poderiam regenerar membros |
A regeneração de membros não quer dizer cultivar braços e pernas em tubos de ensaio. Em lugar disso, significaria que a pessoa mesma regeneraria seus membros. Indícios científicos sugerem que os seres humanos têm potencial genético de regeneração de membros, mas os genes que executariam essas funções estão adormecidos em nossos organismos [fonte: Kotulak]. Os embriões humanos, por exemplo, podem recriar seus protomembros dentro do ventre [fonte: Muneoka, Han and Gardiner - em inglês]. E um homem de Cincinnati, Ohio, regenerou uma ponta de dedo que ele havia decepado acidentalmente em 2005. Mas quando um membro completo é perdido, o corpo reage cobrindo a ferida com espesso tecido de cicatrização, como forma de prevenir infecções.
Para descobrir de que maneira poderíamos redespertar o potencial genético de regeneração, os pesquisadores decidiram começar devagar - com ratos de laboratório (em inglês). Mas não estão tendo de começar completamente do zero para determinar de que maneira um organismo poderia regenerar alguma coisa. Estão usando a salamandra (em inglês) como modelo.
As salamandras são parte da família dos anfíbios, cujos membros são pecilotermos (ou seja, têm sangue frio) e apresentam uma cobertura adicional de pele na forma de penas (em inglês) ou pelos (em inglês). As diferentes espécies de salamandras são ou terrestres ou aquáticas, e representam os únicos anfíbios dotados de caudas. Caso percam suas preciosas caudas, as salamandras são capazes de regenerá-las. Elas constituem a mais alta ordem de animais capazes de regenerar partes do corpo, incluindo caudas, mandíbulas superiores e inferiores, olhos e corações.
Como uma criatura relativamente simples como essa executa um truque de magia anatômica que parece coisa de ficção científica?