Os isótopos são átomos do mesmo elemento com o mesmo número de prótons e elétrons, mas um número diferente de nêutrons. Eis alguns isótopos comuns para fusão:
prótio ou hidrogênio - isótopo de hidrogênio com um próton e nenhum nêutron. É a forma mais comum de hidrogênio e o elemento mais comum no universo;
deutério - isótopo de hidrogênio com um próton e um nêutron. Não é radioativo e pode ser extraído da água do mar;
trítio - isótopo de hidrogênio com um próton e dois nêutrons. É radioativo, com meia-vida de aproximadamente 10 anos; não ocorre naturalmente, mas pode ser produzido por meio do bombardeio de lítio por nêutrons;
hélio 3 é um isótopo de hélio com dois prótons e um nêutron;
hélio 4 é a forma mais comum de ocorrência natural do hélio, com dois prótons e dois nêutrons.
Os atuais reatores nucleares usam a fissão nuclear para gerar energia. Na fissão nuclear, a energia é obtida a partir da divisão de um átomo em dois átomos. Em um reator nuclear convencional, os nêutrons de alta energia dividem átomos pesados de urânio, proporcionando grandes quantidades de energia, radiação e lixo radioativo por longos períodos de tempo (veja Como funciona a energia nuclear).
Na fusão nuclear, a energia é obtida quando dois átomos são agrupados para formar um. Em um reator de fusão, os átomos de hidrogênio se agrupam para formar átomos de hélio, nêutrons e grandes quantidades de energia. Esse é o mesmo tipo de reação utilizado pelas bombas de hidrogênio e pelo Sol. Essa seria uma fonte de energia mais limpa, segura, eficiente e abundante do que a fissão nuclear.
Há vários tipos de reações de fusão. A maioria envolve os isótopos de hidrogênio denominados deutério e trítio:
Cadeia próton-próton: esta seqüência é o esquema de reação de fusão predominante utilizado pelas estrelas como o sol.
dois pares de prótons transformam-se em dois átomos de deutério;
cada átomo de deutério é combinado com um próton para formar um átomo de hélio 3;
dois átomos de hélio 3 são combinados para formar o berílio 6, que é instável;
o berílio 6 decai em dois átomos de hélio 4.
Essas reações produzem partículas de alta energia (prótons, elétrons, neutrinos, pósitrons) e radiação (luz, raios gama).
Reações deutério-deutério: dois átomos de deutério são combinados para formar um átomo de hélio 3 e um nêutron.
Reações deutério-trítio: um átomo de deutério e um átomo de trício são combinados para formar um átomo de hélio 4 e um nêutron. A maior parte da energia liberada está na forma de nêutron de alta energia.
De forma conceitual, a utilização de fusão nuclear em um reator não é complexa. No entanto, tem sido extremamente difícil para os cientistas chegar a uma forma controlável e não destrutiva de fazê-lo. Para entender o motivo, precisamos analisar as condições necessárias para a fusão nuclear.
Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Craig Freudenrich, Ph.D.. "HowStuffWorks - Como funcionam os reatores de fusão nuclear". Publicado em 11 de agosto de 2005 (atualizado em 02 de novembro de 2007) http://ciencia.hsw.uol.com.br/reator-fusao-nuclear1.htm (16 de maio de 2012)