Princípios básicos

A arma de negação ativa é projetada para emitir um raio estreito de energia eletromagnética, com o intuito de aquecer a pele sem causar danos permanentes. O raio parte, com a velocidade da luz, de um transmissor medindo 3 x 3 m. E o que ele causa é uma sensação de queimação intensa que continua até que o transmissor seja desligado ou que o indivíduo saia do campo de alcance do raio. Embora o tamanho e o campo de alcance do raio ainda sejam confidenciais, já sabemos que ele foi projetado para uso de longo alcance.

Os representantes contaram que a arma penetra menos de 0,04 cm na pele, o que não é profundo o bastante para danificar nenhum órgão. A exposição prolongada à luz, como quando nos bronzeamos, seria mais prejudicial do que o raio de dor. Alguns ativistas dos direitos humanos já afirmaram estar preocupados quanto aos possíveis danos que a arma pode causar aos olhos, mas os representantes das forças armadas alegam que as pessoas atingidas provavelmente fechariam os olhos antes que houvesse qualquer dano.


Foto cedida pelo USMC
Um protótipo do raio de dor fabricado pelas Forças Armadas dos EUA parece uma antena parabólica. Um sistema menor deverá ser construído para ser montado em veículos utilitários, aviões e navios.

O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA planeja desenvolver uma versão do sistema capaz de ser montada sobre veículos, que seria chamada de VMADS (Sistema de Negação Ativa Montada em Veículos). Além disso, versões posteriores também poderão ser adaptadas em navios e aviões. O sistema VMADS poderia ser colocado em um veículo como o Humvee, e podemos chegar em 2009 com um VMADS já pronto para uso.