Como testar a presença de radônio

O gás radônio não tem cheiro ou cor, o que torna obrigatória a realização de um teste se quiser detectá-lo. Na verdade, o U.S. Office of the Surgeon General, órgão correspondente ao Ministério da Saúde, (em inglês) e a EPA (em inglês) recomendam que se façam testes em todas as casas para detectar a presença de radônio, especialmente na hora de comprar, vender ou construir uma. Os testes podem ser conduzidos por um profissional ou por um proprietário usando um kit "faça você mesmo". Mas em ambos os casos, é importante a aprovação da EPA, seja com um profissional ou com um kit de testes que tenha certificado.

Como os níveis de radônio podem variar de um dia para o outro e de uma estação para outra, os testes podem ser feitos durante períodos curtos (de dois a 90 dias) ou períodos longos (maiores do que três meses). Os testes de curto prazo são melhores, na necessidade de resultados rápidos, e devem ser seguidos por um teste de curto prazo adicional. Já os testes de longo prazo irão fornecer informações mais precisas sobre os níveis médios de radônio ao longo do ano. Para realizar esses testes, colocam-se dispositivos de teste no nível habitado mais baixo da casa.

Equipamentos para testes de radônio
Os testes de radônio detectam o gás diretamente ou os núcleos filhos do decaimento radioativo dele. Há duas categorias de dispositivos para testar o radônio: passivos e ativos. Os dispositivos passivos não precisam de energia elétrica e costumam aprisionar o radônio ou seus snúcleos filhos para análise posterior em um laboratório. Entre esses dispositivos passivos, estão as latas de carvão, detectores de cintilação líquida de carvão, detectores de trajetórias de partículas alfa e detectores eletretos de íons de eletretos.

  • A lata de carvão e os dispositivos de cintilação líquida de carvão absorvem o radônio ou seus núcleos filhos no carvão. No laboratório, as partículas radioativas emitidas do carvão são contadas, diretamente, por meio de um contador de iodeto de sódio ou convertidas em luz dentro de um meio de cintilação líquida, para depois serem contadas em um detector de cintilação.
  • Os detectores de trajetória de partículas alfa têm um filme plástico que fica marcado pelas partículas alfa que o atingem. No laboratório, o plástico é tratado quimicamente para deixar as trajetórias visíveis, o que possibilita a contagem delas.
  • Já os detectores de íons de eletretos possuem um disco de Teflon que está estaticamente carregado. Quando um íon gerado pelo decaimento do radônio atinge o disco de teflon, a carga elétrica se reduz. No laboratório a redução de carga é medida e então o nível de radônio é calculado.
Normalmente, todos os dispositivos passivos, com exceção dos detectores de íons de eletretos, podem ser adquiridos por correio ou em lojas de equipamentos (os detectores de íons de eletretos costumam estar disponíveis apenas em laboratórios). Os dispositivos passivos normalmente são mais baratos do que os ativos e requerem pouco ou nenhum treinamento especial para serem usados. Entre os dispositivos passivos, as latas de carvão e os detectores de cintilação líquida de carvão costumam ser usados para testes de período curto.

Ao contrário dos dispositivos passivos, os dispositivos ativos precisam de energia elétrica e incluem aparelhos de monitoramento contínuo (monitores contínuos de radônio, monitores de nível com funcionamento contínuo). Os dispositivos ativos detectam e registram o radônio ou seus núcleos filhos continuamente. Costumam ser mais caros e precisam de profissionais treinados para operá-los.

Os níveis de radônio em uma casa comum são de cerca de 1,25 picocuries/litro de ar (pCi/L). Se um teste revelar níveis de 4 pCi/L ou maiores, algo deve ser feito para reduzir esse nível. Isso pode ser feito se o impedirmos de entrar na casa ou se o removeremos de lá caso já tenha entrado; com essa última opção sendo feita por meio da ventilação ativa, seja no porão ou abaixo da laje da casa.