As duas naves espaciais, Voyager 1 e Voyager 2, certamente têm um histórico empolgante. Foram enviadas para fotografar planetas como Júpiter, Saturno e Netuno e continuaram até passar pela borda externa do sistema solar. A Voyager 1 atualmente se encontra há mais de 11 bilhões de quilômetros de distância da Terra e ainda está transmitindo  seu sinal leva cerca de 10 horas para viajar da nave à Terra!

A nave usa rádios de 23 watts. Essa potência é mais alta do que os 3 watts típicos de um telefone celular, mas esse é um detalhe de menor importância, trata-se de um transmissor de baixa potência. As grandes estações de rádio na Terra transmitem em dezenas de milhares de watts e ainda assim perdem o sinal com uma rapidez aceitável.

Para o recebimento dos sinais o que importa não é a potência do rádio, e sim, uma combinação de três outras propriedades como:

  • antenas muito grandes
  • antenas direcionais apontando uma para a outra
  • freqüências de rádio sem interferência humana significativa
A nave espacial Voyager usa antenas muito grandes. São comuns as grandes antenas de disco para recepção via satélite nos quintais das casas. Tipicamente elas tem 2 ou 3 metros de diâmetro. A nave espacial Voyager tem uma antena com 3,7 metros de diâmetro e transmite para uma antena de 34 metros na Terra. A antena Voyager e a antena na Terra estão apontadas diretamente uma para a outra. Quando se compara a antena curta, espessa, pequena e multidirecional de um celular, com a antena direcional de 34 metros pode-se ver a principal diferença!

Além disso, os satélites Voyager estão transmitindo na faixa de 8 GHz , e não há muita interferência nessa freqüência. A antena em terra pode portanto usar um amplificador extremamente sensível e ainda assim ser sensibilizada pelos fracos sinais que recebe. Quando a antena terrestre transmite de volta para a espaçonave ela usa uma potência extremamente alta (dezenas de milhares de watts) para se assegurar de que a espaçonave capta a mensagem.

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