Uma coisa que deve ser lembrada quando pensamos sobre o fluxo de ar que passa por um motor a jato é o conceito de "caminho de menor resistência". Quando você queima o combustível em um motor a jato, o ar e o combustível queimados se expandem consideravelmente. Esses gases de escapamento estão em busca de uma saída na câmara de combustão.

Quando eles "olham" para frente em direção ao compressor, o que eles "vêem" é uma parede de ar exercendo uma pressão cerca de 10 vezes maior do que a atmosférica e se movendo a várias centenas de quilômetros por hora. Quando os gases "olham" para trás em direção ao fim do motor, o que eles "vêem" é um caminho quase livre em direção à pressão atmosférica normal. A única coisa que está no caminho é a turbina do ventilador, e isso não é nada. O caminho de menor resistência com certeza fica em direção à parte de trás do motor; então, é para lá que os gases vão.

Isso acontece em qualquer motor a jato que tenha um compressor. Um Ramjet é basicamente aberto dos dois lados. Ele tem de estar se movendo pelo ar a uma velocidade muito grande antes que funcione. Tem de haver pressão suficiente no ar que está entrando para fazer com que a parte de trás do motor seja o caminho de menor resistência mais óbvio.

Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista usou jatos de ar comprimido em seus mísseis V-1. Na época, esses mísseis eram conhecidos como "bombas voadoras". Eles realmente tinham uma válvula - na parte da frente do motor ficava um conjunto de placas. Essas placas se abriam para deixar o fluxo de ar entrar e depois se fechavam. O motor injetava combustível nesse fluxo de ar e o incendiava. Com as placas fechadas, os gases de escapamento tinham apenas um caminho para seguir. Então, as placas se abriam de novo e o ciclo se repetia. Isso permitia que as bombas voadoras saíssem de um ponto fixo (diferente de um Ramjet) sem a complexidade de um compressor.

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