A idéia por trás do auxílio da gravidade é usar o movimento de um planeta para acelerar um satélite. Por exemplo, um satélite segue para Júpiter - durante o percurso, ele aumenta sua velocidade, pois está "caindo" em direção à Júpiter. Em seguida, ele passa bem próximo ao planeta e começa a acelerar, afastando-se dele. Contudo, nesse exato momento, o satélite passa a diminuir sua velocidade, pois a gravidade o puxa de volta ao planeta.

A partir dessa descrição, percebemos que o efeito do auxílio da gravidade atua como se fosse zero - o satélite ganha velocidade à medida que se aproxima em direção ao planeta, mas perde quando se afasta. O que faz o auxílio da gravidade funcionar é o fato de que o planeta está em movimento em sua órbita. Júpiter, por exemplo, está a cerca de 806.000.000 quilômetros do Sol, o que significa que a circunferência de sua órbita é próxima de 5.060.000.000 quilômetros.

Júpiter percorre essa distância em aproximadamente 12 anos, movendo-se pelo espaço a uma velocidade de 48.000 km/h. Se o satélite se move na mesma direção que Júpiter em sua órbita, ele pode aumentar sua velocidade em 48.000 km/h. Esse aumento de velocidade é muito grande, além de o satélite ficar completamente livre.

O problema em utilizar o auxílio da gravidade é que você tem que esperar que os planetas se alinhem corretamente para que ela funcione. Este é o motivo pelo qual as missões devem voar dentro de certas janelas de tempo, pois poderiam terminar em uma órbita diferente dos pontos projetados.

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