por
Craig Freudenrich, Ph.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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| Paradoxo de FermiEnrico Fermi, físico vencedor do prêmio Nobel, argumentou que, se a vida necessita de bilhões de anos para desenvolver inteligência, emitir sinais e viajar até as estrelas; se existem bilhões de mundos no universo; e se o universo tem mais de 13 bilhões de anos, por que, então, ainda não fomos visitados por ETs ou por que a galáxia não está cheia deles? Esse argumento foi usado para questionar o valor do SETI e o autor David Brin falou sobre ele em um ensaio chamado "O grande silêncio" ("The Great Silence"). |
Caso um sinal seja detectado, existe uma série de passos a seguir para confirmar sua procedência extraterrena.
- Move-se o radiotelescópio (mudando seu eixo) - o sinal deve sumir, voltando quando o telescópio for novamente apontado para o alvo. Isto confirmaria que o sinal provém do campo de visão do telescópio.
- Fontes terrenas ou próximas da Terra, como os satélites, devem ser eliminadas como emissores do sinal.
- Fontes extraterrestres naturais conhecidas, como os pulsares e quasares, devem ser eliminadas.
- O sinal deve ser confirmado por outro rádiotelescópio, preferivelmente de um outro continente.
Uma vez que o sinal tenha sido confirmado existem passos muito específicos que devem ser seguidos para a liberação dessa informação. Consulte no
Instituto SETI, a declaração de princípios referentes às atividades que devem ser executas após a detecção de inteligência extraterrena (em inglês) para os detalhes. O filme "Contato" ilustra bem a detecção de um sinal ET e os eventos subseqüentes.
Quais as possibilidades de encontrarmos sinais ETs? Para abordagem dessa questão, o astrônomo Frank Drake montou uma equação, em 1961, a fim de calcular o número de civilizações alienígenas na galáxia. Esta equação, conhecida como equação de Drake, considera fatores astronômicos, biológicos e sociológicos em suas estimativas:
N = R * x f p x n e x f l x f i x f c x L
onde:
- N - quantidade de civilizações abertas à comunicação;
- R* - taxa média de formação de estrelas ao longo da vida da galáxia (10 a 40 por ano);
- fp - fração daquelas estrelas possuindo planetas (0 < fp <1, estimada como sendo 0,5 ou 50%);
- ne - quantidade média de planetas semelhantes à Terra, por sistema planetário (0 < ne <1, estimada como sendo 0,5 ou 50%);
- fL - fração dos planetas onde a vida se desenvolve (0 < fp <1, estimada como sendo 1 ou 100%);
- fi - fração de seres vivos onde se desenvolve a inteligência (0 < fp <1, estimada como sendo 0,1 ou 10%);
- fc - fração de planetas onde a vida inteligente desenvolveu tecnologia como a do rádio (0 < fc <1, estimada como sendo 0,1 ou 10%);
- L - duração da vida de civilizações comunicáveis em anos (a estimativa é muito imprecisa, variando de centenas a milhares de anos).
| Nota Algumas apresentações da equação de Drake colocam um termo adicional depois de R* - fs, por conta da fração de estrelas formadas parecidas com o Sol. Valores não nulos fs variam entre 0 e 1, mas são estimados como sendo 0,1 ou 10%. |
As frações na equação de Drake têm valores não nulos entre 0 e 1. Os primeiros três termos do segundo membro da equação são termos astronômicos. Os próximos dois são termos biológicos. Os dois finais são termos sociológicos.
A equação de Drake tem sido uma diretriz na pesquisa SETI. O valor de N vem sendo estimado como variando de milhares a bilhões de civilizações na galáxia, dependendo das estimativas de outros valores.
Se usarmos as estimativas listadas acima e decidirmos que R* fica sendo igual a 40, a equação de Drake se transforma em:
N = (40 estrelas por ano) x (0,5) x (0,5) x (1) x (0,1) x (0,1) x (500 anos) = 50 civilizações Como se percebe, a equação de Drake produz resultados dependentes dos parâmetros empregados e N vem sendo aceito como variando de 1 a milhares. Alguns aspectos do SETI e da pesquisa astronômica em geral têm se dedicado a reunir dados que produzam estimativas confiáveis dos termos na equação de Drake, como a quantidade de planetas extra-solares.