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Paradoxo de Fermi
Enrico Fermi, físico vencedor do prêmio Nobel, argumentou que, se a vida necessita de bilhões de anos para desenvolver inteligência, emitir sinais e viajar até as estrelas; se existem bilhões de mundos no universo; e se o universo tem mais de 13 bilhões de anos, por que, então, ainda não fomos visitados por ETs ou por que a galáxia não está cheia deles? Esse argumento foi usado para questionar o valor do SETI e o autor David Brin falou sobre ele em um ensaio chamado "O grande silêncio" ("The Great Silence").
Caso um sinal seja detectado, existe uma série de passos a seguir para confirmar sua procedência extraterrena.
  1. Move-se o radiotelescópio (mudando seu eixo) - o sinal deve sumir, voltando quando o telescópio for novamente apontado para o alvo. Isto confirmaria que o sinal provém do campo de visão do telescópio.
  2. Fontes terrenas ou próximas da Terra, como os satélites, devem ser eliminadas como emissores do sinal.
  3. Fontes extraterrestres naturais conhecidas, como os pulsares e quasares, devem ser eliminadas.
  4. O sinal deve ser confirmado por outro rádiotelescópio, preferivelmente de um outro continente.
Uma vez que o sinal tenha sido confirmado existem passos muito específicos que devem ser seguidos para a liberação dessa informação. Consulte no Instituto SETI, a declaração de princípios referentes às atividades que devem ser executas após a detecção de inteligência extraterrena (em inglês) para os detalhes. O filme "Contato" ilustra bem a detecção de um sinal ET e os eventos subseqüentes.

Quais as possibilidades de encontrarmos sinais ETs? Para abordagem dessa questão, o astrônomo Frank Drake montou uma equação, em 1961, a fim de calcular o número de civilizações alienígenas na galáxia. Esta equação, conhecida como equação de Drake, considera fatores astronômicos, biológicos e sociológicos em suas estimativas:

N = R * x f p x n e x f l x f i x f c x L
onde:
  • N - quantidade de civilizações abertas à comunicação;
  • R* - taxa média de formação de estrelas ao longo da vida da galáxia (10 a 40 por ano);
  • fp - fração daquelas estrelas possuindo planetas (0 < fp <1, estimada como sendo 0,5 ou 50%);
  • ne - quantidade média de planetas semelhantes à Terra, por sistema planetário (0 < ne <1, estimada como sendo 0,5 ou 50%);
  • fL - fração dos planetas onde a vida se desenvolve (0 < fp <1, estimada como sendo 1 ou 100%);
  • fi - fração de seres vivos onde se desenvolve a inteligência (0 < fp <1, estimada como sendo 0,1 ou 10%);
  • fc - fração de planetas onde a vida inteligente desenvolveu tecnologia como a do rádio (0 < fc <1, estimada como sendo 0,1 ou 10%);
  • L - duração da vida de civilizações comunicáveis em anos (a estimativa é muito imprecisa, variando de centenas a milhares de anos).
Nota
Algumas apresentações da equação de Drake colocam um termo adicional depois de R* - fs, por conta da fração de estrelas formadas parecidas com o Sol. Valores não nulos fs variam entre 0 e 1, mas são estimados como sendo 0,1 ou 10%.
As frações na equação de Drake têm valores não nulos entre 0 e 1. Os primeiros três termos do segundo membro da equação são termos astronômicos. Os próximos dois são termos biológicos. Os dois finais são termos sociológicos.

A equação de Drake tem sido uma diretriz na pesquisa SETI. O valor de N vem sendo estimado como variando de milhares a bilhões de civilizações na galáxia, dependendo das estimativas de outros valores.

Se usarmos as estimativas listadas acima e decidirmos que R* fica sendo igual a 40, a equação de Drake se transforma em:

N = (40 estrelas por ano) x (0,5) x (0,5) x (1) x (0,1) x (0,1) x (500 anos) = 50 civilizações

Como se percebe, a equação de Drake produz resultados dependentes dos parâmetros empregados e N vem sendo aceito como variando de 1 a milhares. Alguns aspectos do SETI e da pesquisa astronômica em geral têm se dedicado a reunir dados que produzam estimativas confiáveis dos termos na equação de Drake, como a quantidade de planetas extra-solares.