Introdução de Como funciona o programa SETI


Foto cedida pelo observatório NAIC de Arecibo, fotógrafo David Parker
Radiotelescópio de Arecibo
Será que estamos sós ou existem seres inteligentes em outros planetas? Jamais saberemos se dependermos da viagem espacial - as distâncias entre as estrelas são incomensuráveis e nossas idéias mais avançadas com relação às naves espaciais, como propulsão à luz, propulsão nuclear, veleiros solares e os motores de matéria/anti-matéria, provavelmente levarão muitos anos até se tornarem realidade.

Como podemos detectar sinais de vida extraterrestre (ET)? Uma das formas é escutando as comunicações de rádio vindas de fora da Terra. O rádio não apenas é a forma mais barata de comunicação, como também um sinal de civilização tecnológica. De forma não intencional, a humanidade tem anunciado sua existência desde a década de 30 por meio das ondas de rádio e transmissões de televisão que deixam diariamente a Terra rumo ao espaço.

A busca por inteligência extraterrestre (SETI) é executada diariamente por dedicados cientistas. No filme "Contato", a personagem de Jodie Foster, Ellie Arroway, pesquisa os céus com vários radiotelescópios. Quando ela recebe uma mensagem de rádio de uma estrela distante surgem implicações profundas para a humanidade.

O projeto SETI é um empreendimento científico extremamente controvertido. Alguns cientistas acreditam que se trata de uma completa perda de tempo e dinheiro, ao passo que outros crêem que a detecção de um sinal extraterrestre mudaria para sempre nosso enfoque sobre o universo.

Dez anos de SETI

O programa SETI completou dez anos em maio de 2009 sem encontrar até o momento qualquer sinal de vida alienígena. Mas fechou uma década de funcionamento com 140 mil participantes de 235 mil computadores ajudando a procurar vida inteligente no espaço.

Lançado em 17 de maio de 1999, o SETI@home rapidamente atraiu uma legião de seguidores em todo o mundo. Três meses depois de sua estreia, 1 milhão de pessoas baixou o salva-telas do programa em casa, no trabalho, na escola, em universidades e até em escritórios do governo. Durante esses dez primeiros anos, mais de 5 milhões de pessoas se inscreveram no programa, e hoje, apesar dos mais de 80 projetos de computação voluntária que competem com ele, o SETI ainda tem o maior núcleo de usuários dedicados. Todos querendo um pouco de crédito por ajudar a encontrar ETs (se e quando forem encontrados). "O número de membros disparou e depois caiu", diz o diretor do projeto David Anderson, "mas nós temos mais poder de computação que nunca, graças ao constante aumento do poder dos processadores."

O desafio agora, de acordo com o cientista-chefe Dan Werthimer, é rastrear todas as frequências, todas as áreas do céu, e todos os possíveis padrões de sinais de sinais de vida inteligente extraterrestre. Durante seus 10 anos de operação, o SETI@home aumentou constantemente a captura por sinais de rádio do radiotelescópio de Arecibo e, subsequentemente, a análise desses dados. Hoje, mais frequencias são cobertas e mais pontos no céu são escaneados simultaneamente. Desde março de 2009, o software também procura por pulsos únicos, além dos sinais repetidos de sempre.

Nesse artigo examinaremos o programa SETI. Veremos como os radiotelescópios funcionam e como são usados em pesquisas, quais as probabilidades de detecção de vida alienígena, o que poderia acontecer se tais sinais forem detectados e como alguém pode ingressar no programa SETI e participar da pesquisa.