Perfis das missões de pouso lunar

As espaçonaves lunares eram compostas de duas partes: o módulo de comando e serviço transportava a tripulação, os sistemas, o oxigênio, a água, o combustível e o sistema de propulsão. O módulo lunar levava os astronautas à Lua.

The lunar landing module Eagle descends onto the surface of the moon, carrying Apollo 11 astronauts Buzz Aldrin and Neil Armstrong.
MPI/Getty Images
O módulo de pouso lunar desce à superfície da Lua, transportando astronautas da Apollo 11

Os módulos eram levados ao espaço por um foguete Saturno V. Propelido por hidrogênio líquido e ostentando estatura equivalente à de um edifício de 36 andares, o Saturno V era composto por três estágios. O primeiro deles propelia o foguete durante os 60 quilômetros iniciais de ascensão. O segundo conduzia o foguete ao limite superior da atmosfera e o colocava na órbita da
Terra. O terceiro o lançava à Lua.

Assim que a espaçonave chegava ao espaço, a tripulação separava o módulo de comando e serviço do terceiro estágio, e ativava seu propulsor. O terceiro estágio era liberado e se precipitava em direção à Lua. A tripulação revertia a posição do módulo de comando e o acoplava pelo nariz ao módulo lunar.

Quando o aparelho entrava em órbita da Lua, o módulo lunar e o de comando eram separados, e o primeiro avançava para o pouso na Lua, conduzindo dois astronautas. O terceiro tripulante ficava no módulo de comando, em órbita da Lua.

Os astronautas do módulo lunar ativavam o propulsor em plena potência para começar a descida à Lua. Mais de uma dúzia de pequenos vetores de empuxo ajudavam a controlar a direção e a velocidade da descida para que o módulo pudesse pousar suavemente. Como a Lua não tem atmosfera, a tripulação não tinha como calcular altitude e velocidade do ar. O módulo lunar enviava feixes de microondas à superfície da Lua para oferecer informação sobre a posição da espaçonave.

A apenas alguns milhares de metros acima da superfície da Lua, o computador de bordo da espaçonave iniciava a fase de aproximação. O computador precisava ajustar as velocidades horizontal e vertical a quase zero, enquanto a tripulação precisava ajustar a posição em relação a crateras e outras formações na superfície lunar, a fim de evitar uma queda.

O comandante do módulo lunar podia escolher entre pousar automaticamente, utilizando os computadores do aparelho, ou manualmente, dependendo da situação do relevo no local de pouso. Por meio de um simulador na Terra, o piloto aprendia a conduzir a espaçonave em um pouso. Quando o módulo lunar pousava, o comandante desativava o propulsor. O aparelho ficava em gravidade zero por um segundo antes que o motor-foguete instalado sob o aparelho regulasse seu pouso na superfície da Lua.

Apollo 11 astronaut Buzz Aldrin stands on the moon, with astronaut Neil Armstrong and the Lunar Module reflected in his helmet visor.
NASA/Time & Life Pictures/Getty Images
Buzz Aldrin, astronauta da Apollo 11, em pé na Lua

Ao final de uma missão, o módulo lunar disparava seu propulsor de ascensão para escapar à gravidade da Lua e decolava. Como a gravidade da Lua é menor que a da Terra, a espaçonave precisava de velocidade de apenas 2,2 quilômetros por segundo para escapar à atmosfera da Lua, e de cerca de 11 quilômetros por segundo (quase 40 mil km/h) para escapar à atmosfera da Terra, na etapa de ascensão.

O módulo lunar voltava a se acoplar com o módulo de comando e serviço. Os dois astronautas que haviam realizado o pouso se transferiam ao módulo de comando com seu equipamento e as amostras recolhidas da Lua. Em seguida, fechavam a escotilha e descartavam o módulo lunar, que caía na Lua.

O próximo desafio era reingressar na atmosfera da Terra sem que a espaçonave se queimasse como um meteoro. Para evitar esse problema, o módulo vinha revestido de uma cobertura de resina ablativa que se queimava quando o veículo reingressava na atmosfera da Terra e protegia a espaçonave contra o intenso calor.

Na sessão seguinte, aprenderemos sobre as missões seguintes à Lua.